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07/09/2018 17:25

Aumentos de energia e água impactam Custo de Vida de Florianópolis em agosto, medido pela Udesc

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DIVULGAÇÃO Tarifa de energia elétrica teve reajuste de 11,9% em agosto Tarifa de energia elétrica teve reajuste de 11,9% em agosto

Depois da deflação verificada no mês de julho (-0,35%), os preços voltaram a subir para os consumidores de Florianópolis em agosto, com alta de 0,60%. O maior impacto veio dos serviços públicos (alta de 3%), em razão dos reajustes nas tarifas de energia elétrica (11,9%) e de água e esgoto (4,4%).

A inflação local acumulada de janeiro a agosto de 2018 é de 3,73%. Já o acumulado dos últimos 12 meses ultrapassou a 5% (o que não acontecia desde fevereiro de 2017), voltando a ficar acima da meta estabelecida pelo Banco Central para a inflação nacional, de 4,5%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV/Udesc Esag), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag). O índice leva em conta o consumo de famílias de Florianópolis com renda de 1 a 20 salários mínimos, comparando 319 itens. Os dados foram coletados entre 1º e 31 de agosto.

Tarifas públicas

De acordo com o coordenador do cálculo do ICV/Udesc Esag, Hercílio Fernandes Neto, os principais preços no grupo de serviços públicos e de utilidade pública que impactam a inflação são os de transporte coletivo, energia elétrica e saneamento (água e esgoto). O último reajuste das tarifas de ônibus ocorreu em janeiro.

Já as concessionárias de energia elétrica (Celesc) e de água e esgoto (Casan) reajustam suas tarifas uma vez por ano, conforme as regras das agências reguladoras a que são submetidas. “A tarifa de energia é reajustada sempre em agosto e a de água já foi feita em outras datas, mas neste ano as duas ocorreram no mesmo mês, com índices altos”, explica Fernandes.

Outros preços

Também houve alta em todos os outros grupos de preços pesquisados (alimentação, produtos não alimentares e serviços privados), mas em nível menor (entre 0,24 e 0,50%).

O grupo alimentação, como um todo, teve alta de 0,5%, mas com grande variação entre os subgrupos. Comer fora de casa, por exemplo, ficou em média 3,53% mais caro. “Mas esse item não tem tanto impacto no índice geral”, informa Fernandes.

Já os alimentos que as pessoas comem em casa tiveram um aumento médio de 0,41%. Dentro desse grupo, na verdade, apenas os produtos industrializados tiveram uma alta (1,94%). Houve queda nos preços dos produtos in natura (-4,2%) e de elaboração primária (-1%), incluindo o leite (-4,6%).

Os produtos não alimentares tiveram uma alta média de 0,42%, mas também houve variações para cima e para baixo nos itens desse grupo. O preço dos combustíveis caiu 1,57%, compensando o aumento registrado em julho (1,35%). Já os serviços privados tiveram alta de 0,24%.

Mais informações podem ser obtidas em www.esag.udesc.br/custodevida, onde é possível consultar o boletim mensal e a série histórica do ICV/Udesc Esag desde junho de 1994.

 
www.esag.udesc.br
O produto “A” é de grande peso no orçamento familiar. Neste exemplo a influência do produto “A” no gasto total é de 5%. Por isso, um aumento de 10% do seu preço representa bastante no “custo de vida”.
Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro é colunista do Informe e traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e Floripa/São José.
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