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10/10/2018 15:27

COLUNA DO ADRIANO (10/10) - Florianópolis pode voltar a ter um governador e o balanço das eleições em SJ e Florianópolis

Florianópolis pode voltar a ter um governador

Sem dúvidas o nome da eleição em Santa Catarina é o Comandante Moisés e seu partido, o PSL. Conquistando seis cadeiras na Assembleia Legislativa e quatro no Congresso Nacional, o PSL mudou a cara da política estadual, desbancando antigas agremiações. Já o manezinho Moisés, que apesar de ter passado grande parte de sua vida no Sul do Estado, onde desempenhou sua carreira como bombeiro militar, conquistou uma consagradora votação na Capital. Na sua terra natal foi o mais votado com 30,36% dos votos válidos ou 73.947 votos. Em todo o Estado, por pouco não acabou o primeiro turno na liderança da disputa pelo Governo.

Quase sem querer, Florianópolis está por um triz de ter um governador florianopolitano. O último governador da Capital foi Esperidião Amin (PP), no período de 1999 a 2003. Agora a disputa no segundo turno é contra Gelson Merísio (PSD), de Chapecó e o manezinho Moisés que não é tolo nem nada conta com a onda, ou melhor, tsunami do 17 para conquistar a vitória.

Os vencedores em São José

A prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) foi a grande vencedora eleitoral em São José. Falava-se em uma planilha onde ela teria que buscar em torno de 5 mil votos para a candidata a deputada estadual, Marlene Fengler (PSD). E não é que ela conseguiu 4.302. Não atingiu a meta completa, mas com certeza fez uma bela votação para Marlene, ex-braço direito do candidato a governador vencedor do primeiro turno, Gelson Merísio. A prefeita garantiu uma deputada na Alesc. No mesmo grupo político de Adeliana, o vereador Orvino de Ávila (PSD) e outros apoiadores, também fizeram bonito para o deputado eleito, Júlio Garcia, com 2. 869 votos. Os resultados só refletem a força do atual grupo político que comanda a cidade. Também tornam evidente que esse mesmo grupo político acumula pouco desgaste perante o eleitorado e a prefeita caminha bem para fazer o sucessor que ela indicar.

Fernando Anselmo mostra força novamente

Outro que se saiu muito bem na campanha passada foi o ex-candidato a prefeito, Fernando Anselmo (PDT). Sem estrutura alguma anotou 1.207 para a deputada eleita Paulinha, ex-prefeita de Bombinhas. Segunda eleição que Anselmo vem se destacado, mostrando a cara da nova política: trabalho de resultado nas urnas, sem grandes investimentos financeiros. Cada vez se fortalece mais com vistas a próxima eleição municipal.  Na busca por votos para Paulinha, o entusiasta Anselmo também teve a colaboração do jovem vereador André Guesser (PDT). 

Muito apoio, pra pouco voto

Já no MDB, como mostrou o resultado na disputa ao Governo, foi só decepção. Apoiada pelo senador Dário Berger, além de lideranças de peso como os vereadores Sanderson de Jesus, Michel Schlemper, Toninho da Educação e lideranças como o suplente de vereador Andrezinho, a deputada estadual Dirce Heiderscheidt conquistou apenas 2.330 votos. No geral também não foi bem votada e nem se elegeu.

Decepção

Outra decepção foi o deputado estadual, Mário Marcondes. Na eleição passada para prefeito, pelo PSDB, já tinha amargado um retumbante quarto lugar. Desta vez, mesmo com o apoio do Vereador Clonny Capistrano e do ex-vereador Adriano de Brito, no MDB, fez míseros 3.880 votos. No geral também decepcionou não passando de 18 mil votos e foi mandado para casa pelo povo.  

A salvação

A salvação em São José para o MDB ficou por conta do vereador Antônio Lemos. Fez 7.740 votos, nada mais nada menos que a maior votação de um candidato a deputado federal josefense do município. No geral alcançou 20.629 votos. Por certo, Lemos tem a cara da renovação que a nova política está pregando. É de políticos com sua postura que o eleitorado busca. Porém, as lideranças do partido não o deixam crescer. Daí não entendem porque o MDB amargou essa derrota acachapante no Estado.

O novo fracasso de Gallina

Já em Florianópolis os números também não foram muito favoráveis ao MDB. O principal candidato a deputado estadual apoiado pelo partido, o ex-presidente da Casan, Valter Gallina, foi apenas o sétimo mais votado do município com 7.331 votos (no geral ele fez 27.380 e não se elegeu). Um resultado que não agradou em nada o prefeito Gean Loureiro, que contava com Gallina na Alesc. Não fosse o apoio do prefeito a outros nomes, como do deputado mais votado pelo MDB em todo o Estado, Valdir Cobalchini, que na Capital fez 3.797 votos e de Ada de Luca que se elegeu e fez em Floripa 4.299 votos, Loureiro estaria hoje sem deputado para defender os interesses da Capital na Alesc. É claro que a conta do insucesso de Gallina é uma conta quase que 100% sua: produto pesado, velha política e que durante a campanha mostrou-se até agressivo com correligionários que não lhe apresentavam apoio. O resultado final lhe impôs um ensinamento: campanha deve ser leve.

Não deu

Já o vereador Guilherme Pereira, candidato a deputado federal, foi apenas o quarto mais votado na Capital com 8.137 e no geral fez 26.364, não se elegendo. Quanto a Gui, apesar de a votação não ter sido tão expressiva na Capital, a avaliação não é tão dramática. Pela estrutura, poderia ter feito mais, porém, talvez tenha igualmente sido abatido pela rejeição ao projeto partidário, igual rejeição que deixou o candidato ao governo pelo partido, Mauro Mariani, em terceiro lugar na cidade, que é governada pelo MDB. Ao prefeito Gean Loureiro e demais lideranças do partido resta uma profunda reflexão se a votação local foi, como no geral, reflexo da rejeição ao projeto emedebista e opção popular pelo PSL, ou se passa pela aceitação ou não do governo municipal.

A vitória da família Amin

Entre os grandes vitoriosos da eleição na Capital estão os integrantes da arcaica família Amin: fizeram “barba, cabelo e bigode” apesar de o patriarca, Esperidião Amin, ser careca.  Além de sua eleição para oito anos no Senado Federal, dando sobrevida a um político que parecia no final da carreira, a família também conseguiu emplacar a matriarca, Ângela Amin para mais um mandato no Congresso Nacional e garantiu o filho, João Amin, para mais um mandato na Assembleia Legislativa. Sem dúvidas são a grande surpresa local, por serem a imagem da velha política, que resistiram aos ventos da mudança impostos pela nova forma de se fazer política. Méritos, acredito, mais de seus adversários, que seus.

Hélio Costa: o grande nome

Também saiu da eleição como grande vencedor em Florianópolis o Comunicador Hélio Costa (PRB). Pela igreja, pela sua carreira de credibilidade, antes mesmo da campanha já era possível reservar uma cadeira em Brasília para ele. Porém, o resultado com 44.123 votos em Florianópolis e 170.307 em todo o Estado, elevou Costa a outro patamar. É, sem sombras de dúvida, o grande novo nome da política local. A contínua evolução de sua carreira política, agora, vai depender de sua postura em Brasília.

Bruno Souza, a cara da nova política

Outro vitorioso foi o vereador Bruno Souza (PSB). Ao conquistar 13.198 votos na Capital de um total no Estado de 32.512, ele conquistou a passagem direta da Câmara da Capital para a Assembleia Legislativa. Souza é com certeza o político da Capital que mais tem a cara da nova forma de se fazer política. Com ideias claras, defensor do estado mínimo, do livre mercado e do direito do consumidor e cidadão, ele conquistou seguidores fiéis, como os motoristas de aplicativos de transporte como o Uber.

Os votos da esquerda

Apesar de não alcançarem a eleição de nenhum de seus candidatos, também saem muito fortalecidos os candidatos do campo de esquerda na Capital. Elson Pereira (PSOL) foi o mais votado no município com 13.645 votos para deputado estadual e também para deputado estadual o vereador Marquito (PSOL) fez outros 10.916 votos. Para deputado federal o vereador Afrânio Boppré (PSOL) atingiu 13.030 votos.

Cabos eleitorais de peso

Na função de cabo eleitoral dois vereadores da Câmara da Capital se saíram muito bem. Fábio Braga (PTB) trabalhou muito para o candidato a deputado estadual eleito, Júlio Garcia (PSD). Ele conquistou aqui 4.372 votos. Sai fortalecido o vereador Fábio que terá um forte e fiel aliado na Alesc. Igualmente sucesso nas urnas teve o presidente interino da Câmara, Roberto Katumi que doou seu trabalho para conquistar votos para Marlene Fengler (PSD) que teve uma expressiva votação: 5.407. Sem dúvidas Katumi contou pontos com a futura deputada e com seu padrinho político, Gelson Merísio.

O MDB do muro

O MDB deu mais uma canelada, nesta terça-feira (9) ao escolher ficar em cima do muro em relação ao segundo turno no Governo do Estado. O PSL ocupou o espaço do MDB, é o novo. Se os emedebistas não entenderem o recado das urnas, definharão até se tornarem uma sigla insignificante. Como diria o saudoso Ulisses Guimarães: “Ou mudamos, ou seremos mudados”.

Bruno agradece

Na primeira sessão da Câmara da Capital após o resultado das eleições, o vereador Bruno Souza (PSB) agradeceu a votação que recebeu. “Agradeço a todos que caminharam junto. Quero dizer que aonde a liberdade de trabalhar for ameaçada, podem contar comigo”, disse, salientando que estava com a voz rouca ainda e que nem imaginava fazer tal pronunciamento de vitorioso na tribuna após as eleições.

Rodovia

O vereador Guilherme Botelho (PSDB) apresentou na Câmara um requerimento cobrando a duplicação da rodovia Admar Gonzaga (SC-404). Ele critica que a obra foi divulgada e não sai do papel, enquanto a comunidade agoniza com congestionamentos que ficarão maiores ainda com a chegada da temporada.

Restinga suprimida

Vereador Pedrão (PP) trouxe na sessão desta semana da Câmara a denuncia de que um trecho enorme de restinga na Praia da Ponte das Canas foi suprimido nos últimos dias. Ele apura inclusive, a participação até de máquinas da prefeitura neste serviço. Segundo eles, há fotos confirmando. “Sendo que a própria prefeitura negou a retirada da restinga depois de pedido da comunidade”, comenta o vereador.

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Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro é colunista do Informe e traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e Floripa/São José.
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