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25/10/2018 10:10

COLUNA DO ADRIANO (25/10) - Os bastidores da votação na Câmara que tornou César Souza Júnior por oito anos inelegível

César Júnior entra pra história

O ex-prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Júnior (PSD) entrou para a história da Capital como o primeiro chefe do Executivo que teve suas contas rejeitadas pela Câmara de Vereadores. O Projeto de Decreto Legislativo 2.416/2018, sobre as contas da prefeitura no ano de 2016, período em que César Souza Júnior era prefeito da Capital foi votado em sessão da Câmara nesta terça (23). O ex-prefeito teve favorável apenas os votos dos vereadores Erádio Gonçalves (PR), Dalmo Menezes (PSD), Renato da Farmácia (PR) e Marcelo da Intendência (PP). Ele precisaria de maioria simples para aprovar suas contas, ou seja, 12 votos. Porém, a maioria, 18 vereadores, votou contra suas contas e teve uma ausência. O ex-prefeito foi até a sessão e tentou convencer os vereadores, sem sucesso.

Aprovadas no TCE e reprovadas na Câmara

As contas foram aprovadas com ressalvas no (TCE-SC), no ano passado. O presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação, vereador Gabrielzinho (PSB), levantou os pontos principais para rejeição das contas, entre eles, o fato do ex-prefeito ter assumido despesas até o último mandato, sem ter disponibilidade em caixa. “Este ato do Prestador de Contas é um nítido flagrante de desrespeito ao artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal” – afirma.

No ano de 2016, o município comprometeu 58,97% da receita líquida com despesas com pessoal do Poder Executivo, quando o limite máximo era 54%, ou seja, quase 10% acima do que era permitido. Desrespeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição Federal. Este foi um do tema abordado pelos vereadores que fizeram uso da palavra na Tribuna.

Gabrielzinho destaca que a Câmara precisa ser protagonista nas decisões da cidade. “Foram identificados pontos que comprovam irregularidades na gestão. Vivemos um período em que o povo quer mudanças e, principalmente, que a justiça seja cumprida e aplicada a todos, sem distinção”.

Cesar vai recorrer à Justiça

O ex-prefeito César Souza Júnior (PSD), que esteve presente na sessão fez uso da Tribuna, relembrou o período difícil encarado em sua gestão. “A decisão da Câmara em reprovar as contas do meu mandato em 2016 foi arbitrária e política, essa Casa deveria lutar pelo e pela democracia e não votar por pequenez política e rancor”, disse. César disse ainda que recorrerá judicialmente da decisão da Câmara de Vereadores.

Bruno Souza demitido porque não ia trabalhar

Ao usar a Tribuna da Câmara o ex-prefeito Cesar Souza apontou sua bateria para o vereador Bruno Souza (PSB) que gravou vários vídeos na internet pela rejeição das contas do seu ex-chefe (sim, Bruno fez parte do governo Cesinha por três anos). Esse detalhe ficou evidente em vários bate-bocas durante a sessão. O ex-prefeito fez em público um desagravo, na ausência do vereador que saiu do Plenário quando ele foi à tribuna. Cesinha criticou Bruno pela falta de respeito e humildade em relação ao vereador Erádio Gonçalves (PR). Afirmou que Bruno foi desonroso e deselegante com Gonçalves, que merece respeito. Foi além e lembrou para todos o motivo que o fez demitir o ex-colaborador. “O Bruno foi demitido da prefeitura porque tinha um problema de assiduidade. Ele não ia trabalhar. Sim, botei o atual vereador pra rua porque ele não gostava de trabalhar”, atirou Cesinha.

Mudou de voto

Algumas curiosidades sobre a votação das contas do ex-prefeito. O vereador Miltinho Barcellos (DEM), até pela sua linha partidária, estava propenso a votar com o ex-prefeito. Porém, em duas oportunidades, quando o projeto das contas esteve para ser votado no plenário, por coincidência, Miltinho estava em licença. A boataria comeu solta nas entranhas do caminho entre a prefeitura e a Câmara sugerindo que o vereador estava ‘fugindo’ da responsabilidade por alguma aproximação com o ex-prefeito. Para evitar qualquer suposição, o voto de Miltinho foi contrário.

Suplente com posição

Outro voto que o ex-prefeito teria, segundo os bastidores da política local, seria do emedebista Dinho. Seu voto estaria garantido inclusive antes das eleições, afirmam os mais informados. Ocorre que agora que o projeto realmente entrou em votação, Dinho estava em licença e em seu lugar o suplente, Coronel Márcio (MDB) seguiu a orientação da bancada e votou contra o ex-prefeito. Não seguiu os acertos do titular, mas ficou do lado da coerência. 

Ameaça velada

Observadores presenciaram nos corredores da Câmara, após a sessão ordinária que rejeitou suas contas, o ex-prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) fazer uma ameaça velada ao presidente da Câmara, do seu partido, Roberto Katumi. Parece que Katumi não teria se esforçado o suficiente para livrar a cara do correligionário. Quem conhece a política local não tem dúvidas: vem chumbo grosso por ai contra o vereador. Para quem está se mexendo para disputar a presidência da Casa no ano que vem, serão meses nada agradáveis.

Cesinha dá o troco em Merísio

Já no outro dia após a rejeição de suas contas, indignado com as lideranças locais do seu partido e com o líder maior Gelson Merísio, candidato ao governo, que não se mexeu para ajudar o colega, o ex-prefeito Cesar Souza (PSD) fez questão de ir para as mídias sociais abrir seu voto para o concorrente ao Governo, Comandante Moisés (PSL). Na verdade, Cesinha dá o troco em Merísio, que na presidência do PSD praticamente o tirou da disputa pela reeleição e empurrou goela abaixo a candidatura de Ângela Amin (PP). Agora, quanto ao ‘apoio’, não sei se ajuda o comandante do time do Bolsonaro, ou mais atrapalha...

Cuspiram no prato

O poder cega e engana. Traz falsos parceiros e fabrica nuvens de ilusão. O ex-prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) teve em seu governo vários nomes como dos vereadores Bruno Souza e Gabrielzinho, ambos do PSB, sem falar do presidente da Câmara, Roberto Katumi (PSD), que adora indicar um carguinho, seja no governo que for. Pois, agora, passada a onda das benesses que o poder proporciona, cuspiram no prato em que comeram. Que tais movimentos sirvam como ensinamento para o atual prefeito Gean Loureiro (MDB). Muitos que o bajulam hoje, o desdenharão quando um novo prefeito sentar-se à sua, hoje, cadeira.

Instituições de ensino usadas para fins políticos

Estudante entrou em contato com este INFORME para denunciar o uso do prédio do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) para manifestação política em favor do candidato à presidência, Fernando Haddad (PT). "Gostaria de denunciar que aqui no IFSC em Florianópolis está ocorrendo manifestação política dentro dos corredores da instituição, com cartazes colados nos corredores", disse, é enviou fotos.

Denuncia semelhante ocorreu na semana passada na UFSC, onde professores e alunos reuniram-se para uma reunião política dentro do prédio da instituição e ainda decidiram por realizar "greve", acreditem, num local onde a educação é de graça, custeada pelo dinheiro público, ou seja, de todos os brasileiros.

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Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro é colunista do Informe e traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e Floripa/São José.
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