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23/01/2018 16:32

ADRIANO RIBEIRO (CAÇADOR) (20/01) - Coluna publicada na edição do Jornal Informe edição de Caçador em 20 de janeiro de 2018

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Obras que não dão voto, mas são importantes

Existe uma máxima na política e no setor público que diz que político que faz obras “escondidas” como esgoto ou canalização pluvial não ganha voto por isso. Um bom exemplo prático é o ex-prefeito Beto Comazzetto (MDB). Perdeu a reeleição por ‘enes’ motivos. Não é este o mote deste comentário. Mas uma coisa é certa, suas obras “escondidas” podem não ter rendido votos, mas deixaram um resultado prático para muitas famílias que tinham suas casas invadidas pelas águas.

Quem não recorda das chuvas de verão de outros janeiros. A cada início de ano deixavam um rastro de lamentação pelos bairros da cidade. Essas mesmas chuvas, em precipitação acima da média, voltaram neste início de janeiro. Mas, não se ouviu falar em drama de ruas inteiras ou bairros alagados. Apenas alguns casos isolados.

Das obras deixadas pelo governo Beto nesta área, talvez as mais emblemáticas foram as barragens de contenção aos fundos do bairro Reunidas. Moradores do bairro Santelmo, que todo início de ano acordavam com as casas entupidas de lama e água que o digam. Agora, esse drama findou. Naquela região ainda estava em estudo pelo ex-prefeito alterações na tubulação em torno do Chaminé e elevação da rua Vitor Meireles, que volte e meia é alagada pelas águas do Rio do Peixe.

Aliás, a dragagem nos dois rios do Peixe e Caçador, também ajudou sobremaneira para que os afluentes não mais saíssem da caixa alagando as ruas no entorno do centro da cidade. Outro bairro que teve minimizado os problemas com alagamentos foi o Martello, especialmente seu centrinho, sempre invadido pelas águas do córrego que corta o local. Toda a tubulação foi trocada lá.

O bairro dos Municípios, que alardeavam os mais aterrorizados, que iria desabar, acreditem, está no mesmo lugar. Bastou um estudo sério e o remanejamento da tubulação com tubos mais grossos. Na Beira Rio também teve remanejamento de tubulação e implantação de grandes caixas de contenção de cinco metros com decantação do lodo.

Foram algumas ações nessa área realizadas pelo ex-prefeito e sua equipe. Bem como as limpezas de bueiros executadas em muitas ruas da cidade. Claro que não resolveram totalmente os problemas com alagamentos na cidade. Conforme a quantidade de precipitação se for muito grande, não tem o que fazer, a rede de escoamento não suporta. Mas, ajudaram em muito a mitigar as enxurradas na cidade.

Talvez mais barragens em pontos estratégicos como as do bairro Reunidas, aumentassem ainda mais nossa barreira de proteção contra os alagamentos. Resta a atual e futuras administração estudá-las e principalmente fazer a limpeza de bocas de lobo e de toda essa rede pluvial, para que não entupam com o passar dos tempos. Contra os alagamentos que tanto massacraram nossa gente, a vigilância deve ser constante.

LEGENDA: Barragens acabaram com os alagamentos no Santelmo

LEGENDA: Dragagem dos rios do Peixe e Caçador

Candidato tucano

O vereador Amarildo Tessaro (PSDB) vive a expectativa de poder concorrer e deputado estadual. O partido fechou questão que terá candidato a deputado estadual em 2018. Como a candidatura do prefeito Saulo Sperotto seria um estelionato eleitoral contra a esmagadora população que o colocou recentemente como prefeito, o nome de Tessaro cresce no ninho tucano para a disputa.

Saulo secretário?

Na Rádio Boato corre a hipótese de em caso de manutenção da tríplice aliança entre MDB-PSD e PSDB no governo do Estado, o prefeito Saulo Sperotto forçar a mão na mesa estadual com o objetivo de entregar o governo municipal para o vice, Alencar Mendes (DEM) e negociar sua indicação para uma secretaria de Estado. Mas, como disse, isso é só um boato, ou não...

Expectativa

A hipótese de Saulo Sperotto não terminar o mandato ou por assumir uma secretaria de Estado ou por impedimento judicial decorrente dos inúmeros processos que o perseguem deixaria em estado de graça velha raposa política que bate o ponto em prestigiada sala em edifício no início da Carlos Sperança. Seria ver alguém da família assumir a prefeitura pela porta dos fundos, sem disputa.

Cartão postal de Lebon Régis

A Rodoviária Municipal de Lebon Régis virou um depósito de lenha. Não bastasse o prédio fantasma, abandonado, o péssimo atendimento e ausência de atrativos para quem precisa usar o local, agora lenhas estão sendo estocadas no estabelecimento, fugindo totalmente do seu propósito. As más línguas, sempre elas, dizem que o material é utilizado por uma empresa que presta serviço para a prefeitura oferecendo produtos de confeitaria. Não quero acreditar que alimentos são produzidos em um prédio habitado por pombas e outros inquilinos indesejáveis. Não consegui falar com o prefeito Douglas Mello (PDT) sobre o assunto, mas acredito que tão logo saiba do ocorrido irá tomar uma atitude. Afinal de contas, todo o esforço da atual administração em limpar e deixar a cidade agradável não pode ser desgastado por essa imagem provocada por uma empresa que está explorando o local para seus fins comerciais.

Desleixo da Casan

A Casan está de brincadeira com a população caçadorense. Não bastassem as constantes faltas de água em vários bairros da cidade, agora os buracos que se espalham pelas ruas. Na época da Gestão Compartilhada a estatal repassava os recursos e a prefeitura tapava o buraco que ela abria para fazer reparos na rede. Agora, diante de imbróglio na Justiça relativo ao edital de concessão, encerrou o contrato com a MineRocha que estava fazendo esse serviço e não foi renovado. Ou seja, no mínimo dois buracos são abertos diariamente nas ruas da cidade e ninguém fecha. É muita má vontade e falta de espírito público.

Cobalchini bi-vovô

O secretário-adjunto Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, João Luiz Cobalchini, filho do deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB) era só alegria nesta sexta-feira. Nasceram as gêmeas Giulia e Luiza filhas de João e Ana Martha. Agora, Cobalchini, o pai, é bi-vovô. 

O micão do estacionamento

A Prefeitura de Caçador pagou o mico tentando contratar sem licitação a empresa Gold Park - não sei quais os interesses - para administrar o estacionamento rotativo de Caçador. Foi obrigada a celebrar um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público e suspendeu a contratação da empresa para a gestão do estacionamento rotativo nas ruas centrais da cidade. 

A Gold Park havia sido contratada de forma emergencial por 6 meses. A partir de agora, um processo licitatório será realizado pela Prefeitura para a contratação definitiva de uma empresa que fará a exploração do Rotativo.

 

Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro é colunista do Informe e traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e Floripa/São José.
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