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08/02/2018 14:36

COLUNA DO ADRIANO (08/02) - Vereador detona Consórcio Fênix; vereador reúne assinaturas pra CPI da Taxa da Coleta do Lixo e outras

Consórcio Fênix ou monopólio?

O vereador Bruno Souza (PSB) atirou pesado contra o Consórcio Fenix, que desde 2014 comanda o transporte coletivo em Florianópolis. Disse que este “monopólio”, desde que assumiu o nosso transporte, já reajustou em 52,73% a tarifa da passagem, ultrapassando em muito a inflação neste período (24,16%). Ou seja, a tarifa subiu 118% acima da inflação.

Ao passo que o combustível nesse mesmo período, ou ficou estável ou em outro oscilou para cima. Como explicar tamanho aumento, questiona o vereador. “Combinar preços e eliminar concorrentes em muitos lugares do mundo é considerado monopólio ou cartel, mas aqui damos o nome de consórcio”, disse Bruno. “Florianópolis precisa de concorrência. Não podemos ficar reféns e afastando as pessoas do transporte público”, ponderou, salientando inclusive a necessidade de concorrência intermodal, com várias opões por terra e mar.

O fechamento da Praça XV

O fechamento da Praça XV, que se deu atendendo pedido da empresa Koerich, durante a realização das atividades de Carnaval da Arena Central, promovido pela Skol, causou uma histeria coletiva entre vereadores na Câmara da Capital. O fechamento se deu para evitar vandalismos. Mas, mesmo assim o vereador Vanderlei Farias (PDT) citou que passou mais de 40 mil pessoas nos ensaios das escolas de samba e não aconteceram depredações na praça. Ele condenou a atitude e chegou a dizer que “algo vai ser feito e isso não vai ficar assim”. Já o vereador Lino Peres (PT) classificou a ação como uma “violência social”, bem como o vereador Afrânio Boppré (PSOL) disse que é um “erro da prefeitura fechar a praça XV durante o Carnaval”.

Outros vereadores contemporizaram. Exemplo é a vereadora Maria da Graça (MDB) que lembrou aos vereadores saudosos da época em que o Carnaval era brincado na Praça, que os tempos mudaram. “Recentemente já passei durante o Carnaval lá e só vi gente vomitando nos bancos, bebendo, se drogando, brigando e transando em público”, disse. Ela analisou que hoje 60% de quem vêm para o Carnaval em Floripa não é daqui e não tem compromisso com a cidade. “A praça também é nossa, de quem é daqui e na quarta-feira de cinzas queremos passar por lá e tudo estar em ordem”, colocou. Já o vereador Dalmo Menezes (PSD) viu uma ação de prevenção. “É a proteção do patrimônio público, senão, depois do Carnaval estaremos aqui reclamando da depredação da praça”, disse.

Estão sem pauta vereadores?

Sinceramente acho que a cidade tem assuntos bem mais importantes para discutir que o fechamento de uma praça - pasmem para proteção do patrimônio público. Não sejamos inocentes. Todo mundo sabe que durante o Carnaval existe muito desrespeito às pessoas e principalmente ao bem público. Os shows da Arena Central reúnem um público muito grande. Com muitos que provocam vandalismo. Quem passa pela praça num dia comum já sabe que aquele local não é mais o mesmo dos bucólicos tempos passados. Está habitado por drogados e moradores de rua. No Carnaval então, torna-se um ninho de ilicitudes e desrespeitos ao convívio público.

Tem coisa mais importante

Um assunto bem mais importante que o fechamento da Praça XV durante o Carnaval é a manutenção das pontes que ligam a ilha ao Continente. O assunto bombou nesta semana nas redes sociais depois que um elevado caiu em Brasília. Imagens mostram a estrutura das pontes completamente deterioradas. Ao menos o vereador Dinho (MDB) fez este contraponto, apontando esse assunto como muito mais importante que o fechamento de uma praça.

Câmara estuda convocar secretário

O vereador Afrânio Boppré (PSOL) apresentou um requerimento convocando o Secretário Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana, Marcelo Roberto Silva, para dar explicação sobre o aumento da tarifa do transporte coletivo na Capital, que se deu no final de 2017. O vereador Pedro de Assis Silvestre (PP) também quer mais informações sobre o aumento de R$ 3,95 para R$ 4,20, um aumento de mais de 10%. “Esse aumento se deu como? No último dia do ano”, disse Pedrão. O assunto está sendo discutido e o requerimento irá à votação nas próximas sessões. O vereador Dalmo Meneses (PSD) sugeriu que ao contrário de chamar o secretário no plenário, ele elaborasse uma planilha explicando didaticamente o aumento. Embasados por este documento, analisa Meneses, os vereadores poderia formular sua opinião sobre o aumento. Isso evitaria uma discussão de prós e contrários, muitas vezes sem conhecimento técnico sobre o assunto.

Mais vagas nas creches

Mesmo com o veto do prefeito Gean Loureiro (MDB) ao seu projeto de lei que previa trocar impostos por bolsas em escolas privadas, especialmente de educação infantil, o vereador João Luiz da Silveira (da Bega) (PSC), não cansa de ressaltar que a ideia está gerando resultados positivos. Ele analisa que seu projeto despertou a atenção da atual administração para o tema. Só no ano passado o déficit de 3 mil vagas nas creches foi diminuído para 1.531 vagas. “Hoje temos só 1,5 mil crianças na fila de espera, mas ainda é muito, temos que fazer mais”, pondera.  Também como solução para o tema o vereador Erádio Manoel Gonçalves (PSD) eleva a necessidade de mais creches comunitárias ou conveniadas, um modelo por ele defendido que já tira muitas crianças da fila de espera.

Prefeito de São José

Vereador de São José, Caê Martins (PSD) sai na frente com seu nome já sendo lembrado para disputar a prefeitura em 2020. Enquanto isso o correligionário e o espaçoso prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Duarte Campos (PSD) migra das páginas políticas para as páginas policiais numa vexatória trajetória política.

Esgoto na rede pluvial

As construções irregulares no bairro Rio Vermelho estão tirando o sono do vereador Dalmo Meneses (PSD). Recentemente ele esteve reunido com dirigentes da Secretaria de Infraestrutura e de Meio Ambiente debatendo o assunto. De acordo com o vereador, a quantidade de imóveis com esgoto ligado em redes pluviais (que deveriam servir somente para as águas da chuva) é enorme na região, levando esgoto para regiões de turismo como a Lagoa da Conceição.

Crime

Vereador Maikon da Costa (PSDB) está preocupado com os casos de insegurança pública na Capital. Detalha a guerra de facções e diz que a população precisa de uma resposta das autoridades. “O PCC, por exemplo, que aqui está instalado, é a maior organização criminosa do mundo”, diz.

CPI da taxa do lixo

Vereador Rafael Daux (MDB) articulou muito na sessão ordinária da Câmara Municipal de Florianópolis e conseguiu oito assinaturas para instalar uma CPI para investigar o aumento promovido pelo governo municipal da taxa de coleta de resíduos sólidos. Assim como boa parte da população o vereador quer saber qual matemática foi aplicada para aumentar a taxa em 150% e até 300%. O detalhe é que o vereador é do mesmo partido do prefeito Gean Loureiro.

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Adriano Ribeiro

Adriano Ribeiro é colunista do Informe e traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e Floripa/São José.
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