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28/08/2017 14:30

Os Badarós - Professora deixa violência sofrida em segundo plano para priorizar discurso político

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Professora deixa violência sofrida em segundo plano para priorizar discurso político

O caso da professora Márcia Friggi, violentamente agredida por um aluno de uma escola de Indaial, viralizou nas redes sociais. Porém, o debate sobre a qualidade da educação ou sobre crimes cometidos no âmbito das escolas ficou em segundo plano. Tão logo o incidente ganhou as páginas dos jornais em todo o Brasil, a profissional concedeu várias entrevistas para rádios e jornais. E aí, ela própria, conseguiu tirar a atenção da violência nas escolas para entrar em um debate ideológico sobre política. Em entrevista à Rádio Gaúcha, por exemplo, Márcia disse que a sociedade não apoia os professores porque quando fazem greve, são chamados de vagabundos. Em seguida, chamou o jornalista que a entrevistava de “neonazista” e afirmou que atirar ovos em adversários políticos é uma revolução e que tal atitude é legítima. Na BBC Brasil, a professora vociferou contra seu salário, que chamou de miserável. Na verdade, a docente recebe 3,5 mil reais de prefeitura de Indaial por 40h, mais 2 mil reais do governo do estado por 10h de trabalho mensal. Com seu discurso intolerante, gerou reações nada amistosas nas redes sociais e a violência sofrida acabou ficando fora do debate, infelizmente.

 

Escola sem partido já!

Tanto o caso da professora agredida, como o caso dos professores do Colégio Catarinense, que gravaram um vídeo institucional onde afirmam que a Venezuela é um país capitalista e que a população não está passando fome, apenas deixou de ser consumista, reforçam muito a necessidade de aprovação do projeto de lei Escola Sem Partido. O anteprojeto já está na câmara e está sendo analisado por assessores jurídicos de alguns vereadores.

 

Educação para todos

A câmara municipal de Florianópolis poderá votar nas próximas sessões o projeto de lei que prevê a isenção de IPTU para instituições de ensino privadas que abrirem vagas para crianças que aguardam na fila de espera das escolas públicas. O PL 16.998/2017, de autoria do vereador João Luiz (PSC), recebeu parecer favorável na Comissão de Constituição e Justiça.

 

Impeachment engavetado

Presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), Sílvio Dreveck (PP), não dá sinais que vai avançar os processos de impeachment contra o governador Raimundo Colombo (PSD), embora estejam previstas no regimento interno as etapas a serem cumpridas.

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