Bruno Souza cobra obra no Aderbal Ramos da Silva e a disputa pelo apoio de Bolsonaro

Leia nesta coluna, além da incansável fiscalização do deputado Bruno Souza contra obras paradas em SC; a disputa pela distribuição da vacina Janssen e a queda de braço pelo apoio de Bolsonaro na eleição em SC em 2022

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Deputado Bruno Silva

Bruno Souza cobra obra no Aderbal Ramos da Silva

O deputado estadual Bruno Souza (NOVO) segue na sua proposta de fiscalizar obras inacabadas. A proposta é boa, desde que traga resultados e não fique só na postagem na internet.

Nesta semana ele inaugurou uma nova placa do chamado ATRASÔMETRO, desta vez, em frente ao Colégio Aderbal Ramos da Silva, no bairro Estreito. Estiveram na “solenidade” representantes da comunidade, o presidente do Conselho de Desenvolvimento do Continente (CONDECON), Danton Malocelli Junior e o representante do Conselho Comunitário do Balneário do Estreito, Sr. Hugo Beli, e ainda os vereadores Cryslan e Manu Vieira – ambos do NOVO. A placa do ATRASÔMETRO foi instalada logo abaixo da tradicional placa do governo, aquela da obra, que está parada

Obra parada há mais de 2 anos

A obra está completamente abandonada há quase 700 dias e segundo o deputado, mostra como o descaso com o dinheiro público é tratado pelo governo. Bruno afirma que essa não será a última placa. “Começamos com o Colégio Aderbal Ramos da Silva. E assim como essa obra, milhares de outras não estão nem próximas de serem finalizadas. Ao todo, só esse atraso custou aos catarinenses R$1.7 milhão – eu vou continuar cobrando e fiscalizando”, relatou. Bruno lembrou durante a inauguração que em junho do ano passado, o Governo se comprometeu em retomar a reforma em até 3 meses. Porém, vieram os 3 meses e viraram 12 meses e, até agora, nenhum sinal de retomada.

Durante a fiscalização, a equipe descobriu que a obra não foi executada por erros de projetos. O colégio deveria contar hoje com 14 salas de aulas, cinco laboratórios, um auditório e um refeitório.

Deputado com os vereadores do NOVO de São José e Florianópolis

Disputa pela Janssen

Existia a expectativa de chegada ao Brasil, e por consequência à Santa Catarina, no início desta semana, do primeiro lote de vacinas contra Covid da marca Janssen, (sendo 104.400 doses) com o diferencial de apenas uma dose para imunização completa. As doses não chegaram. Teve atraso. Mas, a guerra pelo imunizante foi decretada.

Inicialmente o lote (com prazo curto de validade – 27 de junho) seria só distribuído na Capital. Várias lideranças e municípios da Região Metropolitana chiaram e reclamaram as doses ao Estado. Ganharam no grito, doses de uma vacina que sequer chegou ao Brasil.

Disputa pela Janssen (II)

Na tarde de terça-feira (15), o secretário de estado da Saúde, André Motta Ribeiro, enviou respostas sobre o pedido das lideranças. “Em resposta a solicitação de informações acerca da vacina da Janssen, informo que a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina irá distribuir esse imunizante para o maior número possível de municípios que estiverem aptos para os utilizarem, pois temos condições logísticas para promover a distribuição em menos de 24 horas após sua chegada”.

O secretário atendeu a solicitação enviada na semana passada ao governador e secretário de Estado, assinado pelos vice-prefeitos de Biguaçu, Alexandre Martins de Souza e de Antônio Carlos, Filipe Schmitz. Além dos vereadores de São José, Cryslan de Moraes, de Palhoça, Fábio Coelho; de Garopaba, Jean Ricardo; de Paulo Lopes, Fernanda Leite.

NOTA DO COLUNISTA: A validade inicialmente analisada pelo governo federal era de até 27 de junho. No entanto, uma avaliação técnica da Anvisa identificou que os imunizantes podem ser utilizados até 8 de agosto, desde que armazenados em temperatura de 2° a 8°C.

PSC empossa Executivas

O Partido Social Cristão (PSC-SC), realizou nesta quarta-feira (16) uma reunião para apresentar as novas executivas municipais formadas no Estado. O encontro foi realizado em Florianópolis. O fato novo no partido é que o presidente estadual, Narcizo Parisotto, que deixou de ser deputado estadual ao não concorrer e apoiar o atual deputado estadual, Jair Miotto, está de volta ao jogo. Pretende concorrer a deputado estadual novamente. Ou entram em um entendimento e um dos dois vai a federal ou vai sobrar um ou os dois, visto que disputam o mesmo eleitorado evangélico.

Durante a reunião realizada na Capital foram apresentadas cerca de 30 novas executivas. Atualmente o PSC de Santa Catarina possui cerca de 100 executivas municipais em vigência. No estado, são aproximadamente 20 mil filiados. A representatividade política do PSC no estado é formada por um deputado estadual, um prefeito, um vice-prefeito, 21 vereadores.

Gean faz acordo

O prefeito Gean Loureiro (DEM) fez acordo com o Ministério Público dentro do caso envolvendo a denuncia por manter relação sexual com uma servidora municipal comissionada dentro da Secretaria de Turismo. Terá que pagar multa de R$ 27 mil e comprometeu-se a, a partir de então, usar o ambiente de trabalho apenas para os devidos fins. Sem dúvidas o valor é infimamente menor que o estrago feito à imagem pública do prefeito.

O caso foi amplamente explorado por seus adversários na última eleição municipal. Extrapolou os limites do bom senso, uma vez que vazaram até as imagens do ato. Parece não ter resultado em efeitos eleitorais prejudiciais, visto que Loureiro levou a eleição em primeiro turno. Mas, ficou do episódio a questão pessoal. Sugiro ao prefeito pensar 27.000 vezes antes de pisar na bola novamente. E, obviamente, não pisar!

A disputa por Bolsonaro

Está decretada a queda de braço entre dois pretensos pré-candidatos ao governo de SC nas eleições de 2022 pela preferência no apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Esse episódio das idas e vindas das Motociatas trouxe à público a disputa silenciosa que há nos bastidores entre o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) e o senador Jorginho Mello (PL). Ambos querem ser o candidato bolsonarista em 2022 e fazem qualquer coisa para isso.

Até o momento apenas o senador nadava de braçada. Fazia aquilo que melhor sabe fazer: bajular Bolsonaro e fazer partido. Estava fortalecendo o PL, agregando ao projeto siglas como o PTB e se apossando no Estado do Patriota, possível destino do presidente. Além de o alegrar fazendo o contraditório governista na CPI da Covid.

Mas, de uns meses para cá, João Rodrigues entrou no páreo. O fez com aquilo que melhor sabe fazer: se comunicar. Usou a origem do rádio e a facilidade da eloquência para gravar vídeos virais defendendo as bandeiras de Bolsonaro, seja com perfilamento às ações negacionistas em relação ao enfrentamento da Covid ou de ideologia política. Ganhou o coração de Bolsonaro. Não que já não o tivesse. É “parça” do ex-capitão há décadas, desde que perfilavam lado a lado as fileiras no Congresso Nacional e tem a amizade do presidente.

A guerra das Motociatas foi o último capitulo dessa queda de braço. Para contentar os dois filhos, o presidente se dispôs a ir nos dois eventos: em Chapecó daqui duas semanas e na Capital dia 14 de agosto. Agrada ambos, mas, sabe que lá na frente, apenas poderá agradar a um.

Bolsonaro ladeado de Jorginho Mello e João Rdorigues

E se for a neutralidade?

Episódios como essa disputa chata de egos de Jorginho Mello e João Rodrigues não ajudam em nada a reeleição de Jair Bolsonaro. Se ele for inteligente, e tenho certeza que é, até porque ninguém chega à presidência de um País sendo burro, trilhará o caminho da neutralidade na eleição em 2022. É o melhor para o seu projeto, senão vejamos.

Na eleição passada Bolsonaro foi o mais votado em SC sem vir ao Estado subir no palanque de nenhum dos candidatos. Tinha gestos de apoio dos dois candidatos que foram ao segundo turno, Gelson Merísio, na época no PSD e Carlos Moisés (PSL). Mas, surfou livre no imaginário do eleitor, sem se indispor com a eleição estadual.

Por que não fazê-lo em 2022 novamente. Além da candidatura ou de Jorginho ou de João, outros candidatos poderão mostrar-se simpático com Bolsonaro, até para atrair seu eleitorado.

Como bom carioca (apesar de ter nascido em São Paulo), Bolsonaro tem tudo pra dar uma rasteira de malandro em quem quiser se apropriar de seu nome em SC, ficar de bem com todo mundo e não colocar sal num doce pudim. Até porque, o que vai interessar ao presidente será fazer deputados federais e Senador para ter uma boa base em Brasília, não governador.