Florianópolis vai receber primeira franquia da Casa Reviva do Brasil

ONG REVIVA, que trata de questões humanitárias de crianças no Brasil e na África, acaba de anunciar que vai inaugurar a primeira franquia do projeto Casa Reviva do Brasil em setembro, em Florianópolis.

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Crédito de Victor Balde.

No ano de maior abalo na economia mundial nos últimos tempos, houve os que declinaram em seus mercados, e os que se reinventaram e cresceram, como a Casa Reviva, que anuncia expansão com a abertura da primeira franquia no Sul do país, em Florianópolis, no mês setembro. Na sequência, o coletivo de pequenos produtores e artistas de todos os
cantos do país chegará também em Curitiba, reforçando a estratégia da entrada na importante região econômica do Brasil. A loja na capital catarinense será na Lagoa da Conceição, e fará parte da rede que reúne, além de roupas da marca própria, um grupo de 150 empreendedores regionais  responsáveis pela elaboração de cosméticos, obras de arte, objetos de utilidade doméstica e decoração para manter financeiramente a ONG Reviva que desde 2013 disponibiliza ajuda humanitária para crianças no Brasil e na África.

O modelo solidário de gestão aposta  na valorização dos pequenos produtores e artesãos nacionais e na produção e consumo de produtos ecologicamente  sustentáveis, desafios que estimularam os empresários Bruna Dalzotto e João Hayashi a escolherem abrir uma unidade da Reviva na capital catarinense. “Esperamos contribuir nas operações,
na expansão e no propósito da Casa. Também queremos estar engajados nos projetos da ONG ”, diz Bruna. O casal já foi voluntário no Recanto Maria Dolores, em Ponta Grossa, no Paraná, com trabalhos voltados para crianças, jovens e suas famílias em situação de
vulnerabilidade social, e numa Casa Colaborativa que também incentiva projetos sociais.

Condições favoráveis para franqueadores

“Além de negociar aluguéis, quem tinha uma reserva conseguiu sobreviver a tantos períodos de abertura e fechamento de lojas sem ganhar, mas também não precisou fechar o negócio. Nós, felizmente, tivemos excelentes negociações com os nossos parceiros, conseguindo manter a tração de crescimento da marca para levar ao varejo mais propósito, diz Bruno Silvestre, um dos fundadores da Rede Reviva e responsável pelo comunicação das marcas.

As possibilidades começaram a ser ampliadas com a abertura do processo de franchising da marca em 2020. Até o final de 2022, o planejamento é abrir cerca de 20 pontos da Casa Reviva pelo Brasil. Bruno e Bia Marcelino, parceira de Bruno na empreitada, pretendem aumentar o faturamento, com o objetivo de atender mais pessoas.

Para abrir uma franquia, como a do Sul, o empreendedor deve investir de R$ 100 mil a R$ 250 mil, dependendo do tamanho da loja e estilo da curadoria. O faturamento previsto é a partir de R$ 60 mil. A rede cobra uma taxa de franquia, que varia de R$ 35 mil a R$ 70 mil. A taxa de royalties é de 4% a 7%. A margem de lucro gira em torno de 15%

Em 2021, a Rede Reviva abriu também a sua primeira loja conceito digitalizada no Shopping Morumbi, em São Paulo. Há outras duas lojas conceito no Rio (Rio Design Barra e Rio Design Center Leblon), outra em Pinheiros, em São Paulo.