Dia Mundial do Idoso: 7 vacinas para quem tem mais de 60 anos

Vacinas protegem contra doenças responsáveis por mais de 270 mil internações do público idoso

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Vacinação de idoso
Uma das principais causas de internações e mortes em idosos são as doenças pneumocócicas como a bronquite, meningite e, principalmente, a pneumonia. Segundo estudo publicado na revista Value in Health, em junho deste ano, cerca de 272 mil internações e mais de 71 mortes de pessoas com mais de 60 anos no Brasil são causadas anualmente por essas doenças, que podem ser evitadas se o paciente seguir à risca o calendário de vacinação.

“Ainda existe uma cultura de se vacinar apenas crianças, no entanto, os adultos também precisam ficar atentos à imunização”, explica a especialista em vacinas da Dasa, Maria Isabel de Moraes Pinto. De acordo com a doutora, manter as vacinas em dia também deve ser uma preocupação do público acima de 60 anos. “Nosso sistema imunológico perde a força com o passar dos anos. Além disso, os idosos correm mais risco de desenvolver sequelas após internações por essas doenças e as vacinas são primordiais para reduzir essas chances”, afirma.

Para conscientizar e informar a população neste Dia Mundial do Idoso (1º), a médica apresenta as principais vacinas que toda população acima de 60 anos deve tomar. Vale lembrar que todas estão disponíveis no Santa Luzia, unidade de medicina diagnóstica que faz parte da Dasa – maior rede de saúde integrada do Brasil:

Influenza

A vacina contra a gripe protege o paciente da infecção causada pelo vírus influenza. A doença apresenta sintomas respiratórios e pode ter consequências graves no público acima de 55 anos.

Pneumocócica

A pneumo 23 e a pneumo 13 são as duas vacinas pneumocócicas indicadas para o público adulto. Elas protegem o organismo contra várias doenças causadas pelo pneumococo, desde as mais leves, como a otite, até as mais graves, como a pneumonia, a meningite e possível sepse. Para o público acima de 60 anos, a pneumo 13 e a pneumo 23 devem ser aplicadas rotineiramente num esquema sequencial que começa idealmente com a pneumo 13 e se completa com a pneumo 23.

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença viral aguda, podendo causar febre hemorrágica e até a morte. A indicação é que ela seja aplicada na população que vive em regiões de risco e para aqueles que vão viajar a locais com incidência da doença. Para os idosos, é necessário pedido médico para aplicação.

Herpes Zóster

O herpes zóster, causado pelo herpesvírus humano tipo 3, é comum na população acima de 60 anos justamente por causa da queda da imunidade ao vírus nessa faixa etária. Maiores de 50 anos devem tomar a vacina rotineiramente.

Tríplice Viral

A vacina tríplice viral previne o sarampo, a caxumba e a rubéola, doenças que podem causar complicações graves em idosos com o sistema imunológico comprometido. A tríplice viral é indicada na infância, no entanto, ainda há muitos adultos que não tomaram – nesse caso, ela pode ser aplicada em qualquer momento da vida. Pessoas acima de 60 anos não precisam habitualmente receber a tríplice viral pois já tiveram sarampo, caxumba e rubéola quando crianças.

Tríplice Bacteriana

Difteria, tétano e coqueluche são os alvos da tríplice bacteriana. São doenças graves e que podem causar sequelas permanentes se não forem tratadas. Para o público idoso que já tomou na infância, é importante reforçar o esquema de vacinação.

Hepatite B

A hepatite B e uma infecção que pode evoluir para doença crônica, cirrose e carcinoma de fígado. Por isso, a vacina hepatite B e recomendada desde recém-nascidos até idosos.

Doutora Maria Isabel enfatiza que, além de manter as vacinas em dia, é importante seguir uma rotina de saúde, com visitas anuais ao médico. “Muitas doenças podem ser diagnosticadas precocemente oferecendo um tratamento menos agressivo e com mais chances de cura”, finaliza.