Rentabilidade CELOS fecha em alta em 2021

Para 2022, a entidade projeta reduzir sua exposição na renda variável brasileira e aumentar sua exposição à renda variável no exterior, renda fixa e fundos multimercado.

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Os Planos Misto e Transitório da Celos fecharam o ano com rentabilidades de 11,99% e 13,29%, respectivamente, ante uma meta atuarial de 16,16%. Em termos comparativos, os Planos tiveram rendimento significativo quando comparado ao principal benchmark do mercado (CDI), que fechou o ano com alta de 4,42%. O grande detrator do ano nos Planos
foi o segmento de Renda Variável (ações), que fechou 2021 com retorno negativo de 11,2% (Misto) e 11,4% (Transitório).  Os Planos mantiveram, ao longo do ano, exposição em torno de 12% de seu patrimônio líquido no segmento, conforme estabelecido na Política de Investimento.

A celeridade da vacinação contra a Covid-19, levando a reabertura da economia e aceleração do crescimento, além de outros fatores, projetavam uma expectativa de retorno do IBX (índice de ações brasileiro) de cerca de 14% no ano, de acordo com o cenário base do ALM de março/2021, elaborado pela consultoria Aditus. A instabilidade política e, principalmente, a implosão do teto de gastos via PEC dos Precatórios, além de outros problemas fiscais, afetaram o preço dos ativos de forma expressiva, fazendo com que o IBX fechasse o ano com queda de 11%.

Além disso, estas questões também afastaram investidores estrangeiros do país e fizeram a moeda brasileira depreciar em 7,25% em relação ao dólar no ano. Este movimento contribuiu para a alta de dois dígitos (10%) do IPCA (índice de inflação) em 2021, o que levou a meta atuarial (IPCA + 4,9% a.a.) a chegar ao valor expressivo de 16,16% quando acumulada.

Para o ano de 2022, considerando o cenário atual, a Celos projeta reduzir gradualmente sua exposição a renda variável brasileira e, consequentemente, aumentar gradualmente sua exposição a renda variável no exterior (o índice de ações global MSCI fechou o ano com retorno de 20%), renda fixa, principalmente através de títulos públicos, e multimercado estruturado, agora com maior espaço para aplicação diante da conclusão do desinvestimento dos FIPs, liquidados no início de dezembro.