Raça Centro de Artes vence o 11º Festival de Dança de Florianópolis

Grupo paulista é o primeiro bicampeão da competição que distribuiu premiação recorde de R$ 26.500

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Raça Centro de Artes (1) - Mangangá, a Lenda da Capoeira - sapateado - crédito Cleber Gomes

O Raça Centro de Artes, de São Paulo, foi anunciado campeão do Prêmio Desterro – 11º Festival de Dança de Florianópolis, na noite de domingo (30), após seis dias de competições no Teatro Ademir Rosa, anexo ao Centro Integrado de Cultura (CIC). Entre os 116 grupos e companhias concorrentes de 10 Estados, ele foi considerado pelos jurados o melhor do evento e levou R$ 10.000.

É a primeira vez que um participante conquista o bicampeonato no festival, que voltou ao cenário cultural do Sul do Brasil após dois anos sem ser realizado por causa da pandemia. O Balé Jovem de São Vicente (SP) também recebeu a indicação de melhor grupo.

Com esta vitória, o título vai para o Estado paulista pela sexta vez, e lá permanece desde a oitava edição: Faces Ocultas Cia. de Dança, de Salto, em 2012; IOA Dança, de Jundiaí, em 2015; Raça Centro de Artes, em 2017; Balé Jovem de São Vicente, em 2018; CBS Dance Company, de São José dos Campos, em 2019; e novamente agora o Raça Centro de Artes.

O atual campeão participou com 24 trabalhos, entre balé clássico de repertório, balé neoclássico, dança contemporânea, danças urbanas, jazz e sapateado, alcançando durante a semana várias classificações (a maioria de 1° lugar) e indicações aos prêmios especiais – dos quais ganhou o melhor jazz, a melhor dança urbana, o melhor sapateado e a melhor concepção coreográfica em dança contemporânea de todo o festival.

“Deixamos o Prêmio Desterro muito felizes por podermos voltar presencialmente ao palco e compartilhar nossa dança. Nós dançamos com muita emoção, e acredito que todos os presentes sentiram isso. Foi uma troca de energia incrível, independentemente da modalidade, a resposta da plateia foi instantânea e muito positiva”, conta Cristina Morales, diretora executiva do Raça.

Vencedores por gênero

Os primeiros colocados em cada subgênero (solo feminino e masculino, duo e conjunto) das duas categorias (júnior e adulto) terão vaga garantida para se apresentar na edição seguinte do Prêmio Desterro com coreografia de igual combinação, sem necessidade de passar pelo processo seletivo. Já os melhores de cada gênero ganharam premiação de R$ 1.000, exceto a dança contemporânea – dividida em três aspectos, com premiação de R$ 500 para cada.

-Melhor balé clássico de repertório: Cia. Pavarini, São Paulo/SP

-Melhor balé neoclássico: Balé Jovem de São Vicente/SP

-Dança contemporânea

> Melhor concepção coreográfica: Raça Centro de Artes, São Paulo/SP

> Melhor desempenho cênico: Cia. de Dança Ímpeto, São Paulo/SP

> Inovação e experimentaçāo: Studio de Danca Sabrina Coelho, Santos/SP

-Melhor dança popular: Grupo Folclórico Ucraniano Poltava, Curitiba/PR

*Melhor dança urbana: Raça Centro de Artes, São Paulo/SP

*Melhor jazz: Raça Centro de Artes, São Paulo/SP

*Melhor sapateado: Raça Centro de Artes, São Paulo/SP

Prêmio Destaque

O Prêmio Destaque, no valor de R$ 2.000, foi para o Balé Jovem de São Vicente (SP), pela qualidade artística do grupo júnior nas modalidades balé clássico de repertório, balé neoclássico e jazz.

Os demais indicados foram: Cia. de Dança Ímpeto, de São Paulo, pela coreografia “Quarentenando”; Cia. Pavarini, de São Paulo, pelo trabalho desenvolvido para o Grand Prix de Balé; Ecco Cia. de Dança; de São Paulo, pela evolução da qualidade artística; Grupo Folclórico Ucraniano Poltava, de Curitiba; pela manutenção de tradução e qualidade técnica; e Grupo Folclórico Tropeiros do Litoral, de Itapema (SC), pela vitalidade cênica.

Melhor coreógrafo

O prêmio de melhor coreógrafo, no valor de R$ 1.000, foi para Anderson Machado, da Eleve Cia. de Dança, de Florianópolis, pelos trabalhos de dança contemporânea e jazz.

Demais indicados: Guilherme Riku, do Grupo de Dança Fernando Lima, de Joinville (SC); Ricardo Scheir, do Pavilhão D, de São Paulo; Márcia Bueno, da Márcia Bueno Escola de Dança, de São Bernardo do Campo (SP); Claudionor Alves, da Cia. de Dança de Cubatão (SP) e do Balé Jovem de São Vicente (SP); Alex Siqueira, Eliseu Correa e Rodrigo Cucorocio, os três do Raça Centro de Artes, de São Paulo.

Melhores bailarinos

Os melhores bailarina e bailarino receberam prêmio de R$ 1.000 cada um. Ana Paulino, da Cia. Pavarini, de São Paulo, foi a escolhida entre outras três indicadas: Isabela Saqueti, do Studio Cena de Dança, de Florianópolis; Maria Eduarda Castro, do Studio de Dança Sabrina Coelho, de Santos (SP); e Milena Gabriela Floriano, do Raça Centro de Artes, de São Paulo.

Já entre os homens, foi eleito Edson Pitchula, de São José dos Campos (SP), à frente de outros cinco indicados: Patrick Amaral, da Cia. Pavarini, de São Paulo; Escobar Junior, da Andanças de Rita Candemil, de Taquara (RS); Paulo Zanchin, do Grupo de Dança Fernando Lima, de Joinville (SC); Gustavo Vicente e Pedro de Sousa, ambos do Raça Centro de Artes, de São Paulo.

Batalha de Danças Urbanas

Criada em 2018 e realizada apenas uma vez, a Batalha de Danças Urbanas voltou à programação paralela do Prêmio Desterro, nas modalidades Breaking e Hip Hop Freestyle.

As disputas ocorreram no Boulevard 14/32, área de lazer e compras do Floripa Airport, com 16 candidatos em cada modalidade. O vencedor de cada uma recebeu R$ 1.000: Rayo (Breaking) e Dinho (Hip Hop Freestyle).

Bolsas e vagas

Neste ano, o Prêmio Desterro firmou parcerias inéditas com eventos e instituições para contemplar seus participantes.

As bailarinas Isabela Saqueti, do Studio Cena de Dança, de Florianópolis, e Beatriz Melatti, do Espaço A.Z, de Joinville (SC), ganharam inscrições gratuitas para o Festival Internacional de Dança de Goiás, que ocorrerá de 5 a 10 de julho.

Marcela Benvegnu e Erika Novachi, organizadoras do Congresso Internacional de Jazz Dance, concederam bolsas integrais aos bailarinos Akauã Andrade, da Eleve Cia. de Dança, e Alex Flores, ambos de Florianópolis, para a 15ª edição, agendada de 18 a 25 de abril de 2023, em Indaiatuba (SP).

Elas também ofertaram ao bailarino Escobar Junior, da Andanças de Rita Candemil, de Taquara (RS), uma bolsa para o 2° Congresso Unique, que será realizado de 7 a 10 de setembro de 2022.

A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil brindou com vivências em sua sede, em Joinville (SC), os bailarinos Pedro de Sousa, do Raça Centro de Artes, de São Paulo; e Julia Bianchi, da Escola de Dança e Teatro Dom, de Curitiba.

A instituição de origem russa também ofereceu curso de metodologia aos professores Vitoria Scatena, da Cenarium Company, de Florianópolis; Geyssa Alencar, do Balé Jovem de São Vicente (SP); e Márcia de Resende Fabião, do Dora Ballet, de Caxias do Sul (RS); como também um curso online de preparação física do bailarino à professora Carla Morais, da Escola de Dança e Teatro Dom.

Espetáculo

O Prêmio Desterro reuniu mais de 1.000 bailarinos de 116 grupos, companhias e escolas selecionados do Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Somando-se as coreografias da Mostra Competitiva, no Teatro Ademir Rosa (CIC), e da programação paralela no Boulevard 14/32, espaço de entretenimento do Floripa Airport, foram exibidos cerca de 500 trabalhos criados por mais de 240 coreógrafos, dos eternizados pela história aos atuais.

Prêmio Desterro online:

Site: www.premiodesterro.com.br

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Instagram: @premiodesterro