Comissão da Mulher da Câmara da Capital denuncia violência política de gênero

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e da Promoção da Igualdade de Gênero aprovou na tarde desta segunda-feira (28) uma nota de repúdio

0
475

Em reunião extraordinária, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e da Promoção da Igualdade de Gênero aprovou na tarde desta segunda-feira (28) uma nota de repúdio contra o ato de ofensa do vereador Maikon Costa (PL), que se dirigiu à vereadora Priscila Fernandes (Podemos) com a frase: “a senhora se reserve a sua insignificância”, na Sessão do último dia 21 de março.

“Não cabe mais isso aqui dentro e é por isso que a partir de hoje nós seremos mais rígidas e mais fortes cobrando o respeito a nós enquanto mulheres. Nós não viemos pra cá para florir a Câmara de Vereadores, para embelezar, a gente veio aqui pra trabalhar,” disse a vereadora Pri Fernandes, atual presidente da Comissão.

Em nome do partido, a vereadora Maryanne Mattos (PL) reprimiu os atos de violência que vêm acontecendo dentro da CMF e destacou a importância de se ampliar a discussão sobre violência política de gênero a partir da nota de repúdio. “Eu acho muito importante a gente frisar isso também como uma violência política de gênero. O PL é contra qualquer tipo de violência contra qualquer pessoa, mas contra as mulheres já é uma luta muito grande, e na política a gente faz essa mudança, e com essa atitude a gente vai conseguir mudar esse tipo de comportamento”, disse.

O vereador Diácono Ricardo (PSD) reforçou a necessidade de se criar dentro da Câmara Municipal de Florianópolis a Procuradoria da Mulher, “que vai ser fundamental para dar ainda mais força”, afirmou, completando: “eu espero que esse posicionamento possa tocar o coração dos outros vereadores, e que haja unanimidade nesta Casa para que esse ato seja o último”.

Além da Procuradoria, a vereadora Cíntia Mendonça (Coletiva Bem Viver) mencionou a necessidade de reconhecer o colegiado como comissão de mérito para discussão de outros tipos de projetos. “Tem várias pautas que são transversais à vida das mulheres nesta cidade, como saúde, educação, assistência social, são as mulheres que mais estão sofrendo com a vulnerabilidade. Com toda essa crise socioeconômica, são as mulheres o maior número de desempregadas, então a gente também precisa avançar nisso”, salientando a participação ativa das mulheres na política.

Todos os vereadores membros da comissão que estiveram presentes no encontro votaram a favor da nota de repúdio, com exceção da vereadora Carla Ayres (PT), que não pôde comparecer devido a questões de agenda, mas que se manifestou favorável à nota. O documento segue agora para a Mesa Diretora para que sejam tomadas as devidas providências.