Escolas ambientais de São José são finalistas do Prêmio Nana Mininni Medina

Resultado será anunciado em abril na Conferência Internacional de Educação Ambiental em Bento Gonçalves (RS).

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Fotos: Divulgação Secom/PMSJ

Duas escolas ambientais de São José são finalistas  do  Prêmio Nana Mininni Medina com o projeto “Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar e Escola Municipal do Meio Ambiente: um relato sobre a história e a atuação das Escolas Ambientais da rede de ensino de São José”.

O prêmio Nana Mininni Medina, que tem objetivo de destacar os melhores projetos em Educação Ambiental, foi instituído pelo Instituto Venturi

Para Estudos Ambientais em 2018, cuja primeira edição foi realizada em 2019 na  cidade de Bento Gonçalves.

O prêmio leva o nome de Nana (in memoriam), figura exponencial em sua contribuição à educação ambiental. Dos 14 finalistas anunciados, serão premiados dois projetos, um de cada categoria. O resultado final será divulgado durante cerimônia de encerramento da Conferência Internacional de Educação Ambiental (CIEducA), que acontecerá em
abril em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

Atuação das escolas ambientais de São José

O Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar e a Escola Municipal do Meio Ambiente integram a rede municipal de ensino de São José. Os dois desenvolvem ações ambientais com os estudantes da rede municipal, mediante agendamento prévio.

“A atuação das escolas ambientais complementa as atividades trabalhadas nas escolas, dialogando com diferentes áreas do conhecimento”, explicou a secretária Municipal de Educação, Ana Cristina Hoffmann.

De frente para a baía norte, em Serraria, a Ambiental Escola do Mar proporciona aos educandos e outros segmentos da comunidade uma melhor compreensão sobre a inter-relação dos seres humanos com o meio ambiente, por meio do contato direto com o ecossistema litorâneo, desenvolvendo a sensibilização e a consciência crítica frente os
problemas ambientais, de modo participativo.

“Nas atividades, levamos os alunos a refletir sobre qual cidade queremos. A partir daí assuntos como saneamento básico, mobilidade urbana e qualidade de vida vêm à tona. Coletivamente vamos desenhando o cenário da cidade que almejamos e qual o papel de cada um para termos uma cidade sustentável e equilibrada”, detalhou o diretor da
Ambiental Escola do Mar, Marcelo Cipriani.

Já a Escola Municipal do Meio Ambiente está localizada dentro do Parque Ambiental dos Sabiás, em Forquilhas, uma área com Mata Atlântica preservada e cenário para diversas atividades ao ar livre. A abordagem está direcionada para a preservação das florestas e biomas brasileiros. “Temos espaços diversos de aprendizagem, como trilha ecológica, viveiro de mudas, laboratório didático, açude, canteiro de hortas e plantas medicinais; espaço Sol para discutir a importância de fontes alternativas de energia e viveiros educadores para demonstrar que em pequenos espaços há possibilidade de cultivar e multiplicar várias espécies de plantas. Assim, aprendemos que é possível viver de forma harmônica com o meio ambiente”, citou a diretora da Escola do Meio Ambiente, Cinthya Regina Persike.

Ao longo dos anos, as duas escolas ambientais realizaram cerca de 230 mil atendimentos aos estudantes. Muitas atividades foram desenvolvidas em parceria com a Fundação Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a exemplo de plantio de árvores nativas, oficinas de compostagem e mostras ambientais. Os projetos se destacaram nacionalmente com o recebimento dos seguintes prêmios: Destaque em Meio
Ambiente; Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social, do Instituto Ambiental Biosfera; Prêmio Expressão de Ecologia – Onda Verde; Fritz Muller; IMA de Educação Ambiental; Instituto Guga Kuerten; e Educador Inovador.