Exposição no CEI Maria Arlinda destaca empoderamento feminino em São José

Mostra é resultado dos trabalhos desenvolvidos durante o mês de março

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“A mulher pode ser o que quiser”. Um cartaz em tamanho ampliado com esses dizeres recepciona a comunidade escolar do Centro de Educação Infantil (CEI) Professora Maria Arlinda Cúrcio dos Santos, localizado no loteamento Araucária, no bairro Serraria.

O cartaz, pintado pelas crianças do CEI, integra a Mostra de Trabalhos produzidos ao longo do mês da mulher. “O objetivo das atividades foi sensibilizar as crianças e a comunidade escolar para a importância da mulher na sociedade, os obstáculos enfrentados pelas mulheres numa sociedade onde infelizmente ainda existem preconceito e violência”, explicou a diretora Juliana Souza da Silveira, que coordenou as atividades em conjunto com as professoras.

Na dinâmica, as imagens representam mulheres de várias etnias e profissões e são acompanhadas por palavras e frases que reforçam o empoderamento feminino. O grupo também assistiu a três mostras de vídeos que abordam as questões de gênero, incentivando meninos e meninas desde pequenos a lutarem por um mundo mais justo e menos violento para as mulheres. “A partir das análises dos vídeos fizemos rodas de conversas, em que as crianças narraram fatos que já presenciaram ou ouviram relacionados a situações onde as mulheres não foram respeitas, compartilhando seus sentimentos e encontrando nas professoras o acolhimento para essas demandas”, citou a professora Suzany Aparecida dos Santos.

Ampliando este trabalho, as professoras Suzany, Queila Andrade e Sacha Borges, do grupo VI A, apresentaram para as crianças três mulheres empoderadas: Frida Kahlo, Maria da Penha e Dandara. “Frida, pois sua arte salvou sua vida e lhe deu uma profissão, até hoje inspira pessoas. Maria da Penha, por sua luta na violência contra a mulher e história de superação e Dandara pela representatividade dessa mulher negra, que mesmo não sendo citada na história oficial com as honras que merece, lutou pelas causas abolicionistas”, detalhou Suzany. A partir das histórias dessas mulheres que foram recontadas de maneiras lúdica, as crianças participaram de releituras, oficinas de recorte e colagem, proposta envolvendo as linguagens escritas, orais e corporais, tendo as brincadeiras e as interações como a principal atividade.

Além da exposição no CEI, os materiais produzidos foram enviados pelas mídias digitais para as famílias com o intuito de contribuir para a conscientização. “Março encerrou, mas nossa luta continua e a equipe do CEI Maria Arlinda persistirá abordando esse assunto em nossas práticas diárias”, finalizou a diretora.