Hospital de Florianópolis alerta para a importância da agilidade no diagnóstico do AVC

A doença é a segunda maior causa de mortes no Brasil

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Um dos pontos considerados importantes na área da saúde é a disseminação de informações sobre prevenção e tratamento de doenças e problemas de saúde como o Acidente Vascular Cerebral (AVC), que atinge cerca de 16 milhões de pessoas por ano em todo o mundo e é a segunda maior causa de mortes no Brasil, com cerca de 100 mil óbitos anuais.

A principal causa de AVC é uma interrupção na irrigação sanguínea para o cérebro, podendo ser causada por um coágulo que obstrui a comunicação. Alguns dos fatores de risco são a hipertensão, doenças cardíacas, diabetes, colesterol alto, alcoolismo e outras ocorrências.

Existem dois tipos de AVC: o hemorrágico, que representa entre 13 e 15% dos casos, e o isquêmico, que representa entre 85 e 87%. Um dos tratamentos é feito pela aplicação do trombolítico, um medicamento que tem a função de “desfazer” coágulos sanguíneos. Outra opção é a retirada do trombo de maneira mecânica (seja pela aspiração, seja com a colocação de um stent), que traz resultados mais significativos, restabelecendo a circulação para o cérebro de maneira eficiente e rápida. 

“O Hospital Baía Sul, atento às evoluções tecnológicas, tem uma equipe multidisciplinar que oferece agilidade no atendimento. Nas últimas décadas, o tratamento evoluiu consideravelmente, e os resultados estão cada vez mais claros”, comenta Jorge Moritz, neurocirurgião do Hospital Baía Sul.

Após o tratamento, os pacientes são acompanhados por até cinco anos pela equipe do hospital, que monitora a evolução e recuperação.

Atenção aos sinais

Alguns dos sintomas mais facilmente perceptíveis de um Acidente Vascular Cerebral são uma fraqueza repentina e perda de sensibilidade em um lado do corpo, dificuldades na fala, perda abrupta da visão e assimetria de face. “Quando um ou mais desses sinais são reconhecidos, é necessário que a pessoa ou alguém próximo chame socorro e seja transportada para um hospital de referência o mais rápido possível. Quanto antes o atendimento for iniciado, maior a chance de não haver sequelas ou agravamento do quadro”, completa Moritz.

A tecnologia como aliada

Para ter mais celeridade no atendimento de pacientes com suspeita de AVC, o Hospital Baía Sul trabalha com um aplicativo chamado Ciclix. O app é instalado nos celulares corporativos do hospital, e integra as informações colhidas desde a triagem, quando o paciente é identificado com uma pulseira, até a finalização do protocolo, disponibilizando-a para todos os profissionais envolvidos.

Assim que o protocolo é aberto, seja no pronto-atendimento do hospital ou por uma unidade móvel, a Clínica Imagem é acionada, para preparar o exame de ressonância magnética, eliminando o tempo de espera. Em até vinte minutos, a clínica disponibiliza o exame no aplicativo, e as outras equipes envolvidas preparam os próximos passos do atendimento conforme as características e gravidade do caso.

“O tempo que estipulamos como máximo é de 25 minutos no pronto atendimento e 20 minutos para o exame de imagem, e temos o controle desse tempo pelo aplicativo. Estes 45 minutos são preciosos para o paciente, é uma luta contra o tempo”, destaca Josiane Teles, enfermeira e coordenadora do Pronto-Atendimento do Hospital Baía Sul.

Todas as informações de atendimento e exames compartilhadas no aplicativo são sigilosas e ficam restritas apenas aos celulares corporativos dos profissionais envolvidos naquele protocolo.