Educação inclusiva é tema de Formação Continuada para professores

Capacitação é viabilizada por meio de parceria entre Prefeitura de São José e Udesc.

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Fotos: Divulgação Secom/PMSJ

Para fazer uma análise de como é possível olhar para as deficiências humanas e, nesse sentido, acolher bem crianças e adolescentes no ambiente educacional, profissionais da educação iniciaram nesta quinta-feira (28) a Formação Continuada “Educação Inclusiva:
perspectivas teóricas e práticas educacionais”.

No total, serão oito encontros, um por mês, em uma parceria entre Prefeitura de São José e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Cerca de 200 profissionais participam da formação, entre diretoras e profissionais  da Educação Infantil,  um professor de cada
unidade  do Ensino Fundamental, representantes do Centro de Referência de Educação Especial (CREE) e do Atendimento Educacional Especializado (AEE).

A formação começou com a palestra “História e os modelos de compreensão da deficiência”, coordenado pelo grupo de trabalho da professora Dra. Geisa Letícia Kempfer Bock, que integra o Laboratório de Educação Inclusiva (LedI) do CEAD/Udesc.

“Para a formação de hoje trouxemos um pouco da história e das concepções de deficiência, pois como a compreendemos, também repercute na atitude que vamos ter com nossos estudantes em sala de aula. Falamos sobre alguns modelos, procurando levar para os professores essa relação de perceber que a deficiência é uma experiência humana de um corpo com impedimentos em um ambiente que é restritivo à participação. Nós entendemos que o nosso laboratório precisa ir ao encontro das pessoas, a universidade ir ao encontro das escolas, para as demandas que necessitam do nosso apoio. Precisamos atuar de fato nesse contexto ambiental e não tentar suprir uma falta no estudante. É nesse processo, de trabalho e pesquisa no campo da deficiência, que devemos incluir também a participação de pessoas com deficiência, com direito a voz e opinião, trazendo mais sentido para o que fazemos”, enfatizou a professora.

O encontro contou também com a mediação da técnica e psicóloga Débora Marques Gomes, que atua no Laboratório de Educação Inclusiva. Ela é deficiente visual e reforçou a importância de respeitar as diferenças. “Nosso objetivo é contribuir para a discussão da
Educação Inclusiva, pois cada vez mais as escolas tendem a ser mais inclusivas, apesar das dificuldades. Essa é uma temática com muitas singularidades, já que cada deficiência exige uma demanda. A ideia é levar para os educadores uma reflexão da sua prática, e ao trazerem suas experiências, para que possam analisar de que modo a teoria pode contribuir nas ações do cotidiano”, ponderou.

A coordenadora da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, Márcia Cristina Figueredo Rizzaro, destaca que essa formação permite aos profissionais refletirem sobre práticas para serem aprimoradas ou adotadas no contexto educacional. “É importante
considerar que existem várias questões com relação à educação inclusiva, que vão além do olhar do segundo professor. Dessa forma, pensamos em uma linguagem que alcançasse todos os profissionais da rede. Pessoas, envolvidas nesse processo, tivessem a oportunidade de fazer uma reflexão de como lidar no dia a dia com essa pluralidade,
assim deixar de olhar para as dificuldades e sim para as possibilidades”, considerou Márcia, que articulou essa parceria entre Prefeitura e Udesc.

Para a secretária Municipal de Educação, Ana Cristina Hoffmann, a formação continuada é uma estratégia para contribuir com a atuação de profissionais mais preparados e capacitados. “A Formação potencializa a qualidade na educação. Surge como caminho para
alcançarmos um dos nossos principais objetivos, que é aprimorar o processo de ensino-aprendizagem e assim formar uma nova geração, capaz de dialogar com as demandas da sociedade”, avaliou.