ENTREVISTA – Juliano Campos defende mais investimentos no turismo em SC

Veja a entrevista com o pré-candidato a deputado estadual, Juliano Campos (PSB)

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Pré-candidato a deputado estadual, Juliano Campos (PSB)

Nesta entrevista exclusiva ao INFORME FLORIPA o ex-prefeito de Governador Celso Ramos, Juliano Campos (PSB) fala ou pouco sobre sua pré-campanha a deputado estadual e a organização partidária do PSB. Também aborda assuntos relacionados ao setor do turismo, na sua opinião, pouco explorado em Santa Catarina: “Não tenho dúvidas, o litoral de Santa Catarina é considerado um dos litorais mais bonitos do mundo. O que precisamos fazer com Santa Catarina é fazer com que esse olhar volte para o mar”, pensa.

INFORME FLORIPA – Como está a organização do partido para as eleições deste ano, o senhor pode fazer uma análise, visto que é vice-presidente do PSB?

JULIANO CAMPOS – Assumimos a reconstrução do partido há praticamente um ano e meio ou dois anos. De lá para cá o PSB em Santa Catarina deu um salto muito bom. Elegemos alguns vereadores na Grande Florianópolis, elegemos o vice-prefeito em Governador Celso Ramos e dois vereadores lá, elegemos o vereador Toninho em São José e conseguimos reconstruir o partido de uma forma até rápida. Consequentemente, com a vinda do senador Dário Berger, para ser o nosso candidato a governador de Santa Catarina, conseguimos montar uma chapa onde teremos 41 pré-candidatos a deputado estadual e 17 nomes para concorrer a deputado federal. Por isso, acho que é um momento ímpar para o partido e para a reconstrução partidária.

INFORME FLORIPA – Obviamente que a vinda do senador Dário foi a grande movimentação do PSB no Estado. O senhor – que teve participação intensa para isso – avalia de que forma essa conjuntura?

JULIANO CAMPOS – A vinda do Dário é algo que enaltece o PSB, engrandece seus quadros. Obviamente que é bom ter um cara que já foi prefeito de São José e mais que isso, um prefeito que o povo lembra até hoje e tem saudades. Um cara que foi prefeito da Capital por dois mandatos consecutivos. Um cara que virou senador da República, onde muitos não acreditavam na possibilidade da vitória. Isso faz com que adversários de alguma forma, pisem em ovos. Tenho dito para a turma (concorrentes): não deixem o “Alemãozinho” ir pro segundo turno, porque se ele for pro segundo turno, com certeza vai ser o próximo governador de Santa Catarina.

INFORME FLORIPA – O PSB tem um grande evento neste final de semana. É uma espécie de um lançamento das pré-campanhas?

JULIANO CAMPOS – Na realidade é um evento interno de organização. A ideia é fazer com que todos os pré-candidatos tenham um contato com o candidato a governador e possam trocar ideias e sugestões para a campanha.

“Tenho dito para a turma (concorrentes): não deixem o “Alemãozinho” ir para o segundo turno, porque se ele for para o segundo turno, com certeza vai ser o próximo governador de Santa Catarina”

INFORME FLORIPA – Vamos falar agora um pouco sobre o Juliano, pré-candidato a deputado estadual. O senhor já pensou em bandeiras e posicionamentos que gostaria de defender na Alesc?

JULIANO CAMPOS – Já tive o prazer de ser vereador, tanto de oposição, quanto de situação. Ser deputado estadual, depois de ter sido prefeito, obviamente que será um fato totalmente adverso. Enquanto prefeito eu executava, enquanto legislativo, se eleito, vou defender as pautas e bandeiras que chegarem.

INFORME FLORIPA – E quais seriam essas bandeiras, já lhe passa pela cabeça um possível mandato?

JULIANO CAMPOS – Tudo mundo sabe que tenho uma origem que é a pesca. Sou filho de pescador e mãe professora. Mas, quero dizer para você o seguinte: quando assumi Governador Celso Ramos, vi um potencial gigante voltado para o turismo. A pesca vivia uma crise e era preciso virar a página da cidade. Então, fiz com que o turismo da cidade explodisse, com grandes negócios, grandes empresas. Proporcionamos à construção civil para que a cidade pudesse ter um novo olhar. Então, dito isso, não tenho dúvidas, o litoral de Santa Catarina é considerado um dos litorais mais bonitos do mundo. O que precisamos fazer com Santa Catarina é fazer com que esse olhar volte para o mar. O açoriano tem o fundo da casa para o mar, precisamos inverter isso, fazer com que a sala da casa seja o mar e não a cozinha. Santa Catarina precisa ter um olhar específico. Não dá para admitir a Grande Florianópolis sentir falta de uma marina, sendo que temos mais de 1.500 embarcações sem ter onde guardar e não conseguimos fazer uma marina decente, onde se gera emprego, renda, negócios. Não conseguimos fazer porque qualquer órgão ambiental acaba atrapalhando e não deixa com que o desenvolvimento se volte para o mar.

INFORME FLORIPA – Então, caso eleito, o senhor pretende atacar através do legislativo essa burocracia que engessa o desenvolvimento de SC especialmente no turismo…

JULIANO CAMPOS – Precisamos acabar um pouco com essa burocracia. Não podemos criminalizar a indústria, não podemos criminalizar as pessoas que de alguma forma queiram investir, gerar emprego, renda e fazer com que a mola propulsora da família não se quebre. Escuto sempre um velho ditado que diz: ‘na casa que falta o pão, todo mundo briga e ninguém tem razão’.

“Não podemos criminalizar a indústria, não podemos criminalizar as pessoas que de alguma forma queiram investir, gerar emprego, renda e fazer com que a mola propulsora da família não se quebre”

INFORME FLORIPA – Mas o foco nesta questão seria só os negócios relacionados ao mar?

JULIANO CAMPOS – Se você pegar a nossa Costa, tem tanta coisa. Vou dar exemplo de Governador Celso Ramos. Temos lá a baia dos golfinhos que é a segunda maternidade no País, juntamente com Fernando de Noronha. Não temos nenhum parque ecológico para isso lá. As pessoas saem daqui para visitar Gramado, para ir na montanha do “não se do quê”, para ir esquiar não sei onde… porque não esquiar em Rancho Queimado ou esquiar em Urubici? Por que não desenvolver aqui? Tem Nova Trento com o turismo religioso, tem tantas opções a serem exploradas. Enfim, precisamos fazer com que o Estado esteja mais presente em trazer grandes empreendimentos. Não dá é para um governo ficar fazendo projeto de distribuição de PIX sem que o usuário receba lá na ponta aquilo que mais precisa.

INFORME FLORIPA – Como o senhor mencionou a distribuição de PIX, o senhor muda o foco e ataca o atual governo Moisés. Quais são suas críticas?

JULIANO CAMPOS – Não é uma crítica ao governador Moisés e sim à forma de administrar dele. Não dá para distribuir PIX para os prefeitos, para qualquer situação, algumas sem projeto amplo, sem planejamento, simplesmente e meramente com sentido político. Não adianta fazer uma orla da Beira-mar de 100 milhões de reais e o Hospital Regional faltar médico, faltar medicamente, não ter porta, não ter banheiro. No hospital Infantil caiu teto. Então, é assim, as pessoas precisam ser acolhidas. As pessoas, quando procuram um hospital, estão precisando de algo e quando chegam na ponta e não tem, não adianta ter asfalto de ouro. Pode asfaltar 100 quilômetros de ouro, se o povo não recebe aquilo que ele mais precisa lá na ponta, você pode ter certeza, o governo é desastroso.

“Não adianta fazer uma orla da Beira-mar de 100 milhões de reais e no Hospital Regional faltar médico, faltar medicamente, não ter porta, não ter banheiro…”

INFORME FLORIPA – Mais alguma explanação?

JULIANO CAMPOS – Quero agradecer todo carinho, todo apoio que a gente tem recebido por onde a gente passa. É muito gratificante, de cabeça erguida, poder viajar o Estado e circular pela Grande Florianópolis e saber que o trabalho que você fez enquanto prefeito é admirado pelo eleitor, enfim, pela sociedade como um todo. Só dizer que com certeza teremos muito trabalho pela frente e saberei reconhecer a cada um dos eleitores que no dia 2 de outubro em nós confiram seu voto.