Educação amplia atendimentos do projeto ambiental Escola do (Im) Possível

Proposta associa arte, educação e tecnologia para salvar o planeta.

0
306
Fotos: Bianka de Liz/Secom PMSJ

As aventuras do projeto Escola do (Im) Possível recebem reforço neste ano com a ampliação do número de turmas e de unidades escolares atendidas na rede municipal de ensino de São José. A proposta de educação imersiva e tecnológica começou com um piloto, no ano passado, em uma turma do 3º ano do Centro Educacional Municipal (CEM)
Santa Terezinha, em Forquilhas.

Na Escola do (Im) Possível, os estudantes se conectam com a cientista Massami Alamair, que vive 50 anos à frente do nosso tempo e sofre as consequências de um mundo sem preservação ambiental. Então, ela busca ajuda dos alunos de São José para repensar as ações para salvar o planeta.

Neste primeiro semestre, o projeto está sendo executado em cinco turmas, no total, do CEM Santa Terezinha e da Escola de Ensino Fundamental (EEF) Califórnia. No próximo semestre, há previsão de serem 12 turmas em quatro unidades escolares com a inserção também no CEM Morar Bem, em Serraria, e no CEM São Luiz, no bairro São Luiz.

Com oito encontros semanais ao longo de três meses, os estudantes vão descobrindo enigmas para cumprir a missão. O episódio número um começa cheio de mistérios: uma estante circular aparece na sala de aula e abre o canal de comunicação entre o tempo delas e o futuro, mas esse portal ainda não leva a lugar nenhum. É necessário descobrir a
senha para contribuir com a construção de um futuro sustentável. “Cada semana é uma surpresa. E eu estou adorando”, contou a aluna da EEF Califórnia, Helena Machado, de 8 anos.

Piloto

Após a experiência piloto, a trama da Escola do (Im) Possível foi aprimorada. Agora, os estudantes visitam as duas escolas ambientais de São José: a Escola do Meio Ambiente e o Centro Municipal de Educação (CME) Ambiental Escola do Mar para abordar com mais enfoque a importância da preservação do ambiente marítimo.

A história também ganhou novos personagens como a baleia Kira, que fala baleiês, e a professora de baileiês Anirak, que vive em um submarino no fundo do mar e faz chamadas de vídeo com os agentes (estudantes) para ajudar nessa comunicação com o mundo marinho. Pelo jeito essa conexão está sendo perfeita, já que após esse contato com a Anirak e o exercício de baleiês, os estudantes da EEF Califórnia avistaram golfinhos durante a visita ao CME Ambiental Escola do Mar na segunda-feira (6), assim como os estudantes do CEM Santa Terezinha na quinta-feira (9). “Essa experiência está sendo incrível. Alunos,
pais, professores estão todos encantados”, elogiou a diretora da EEF Califórnia, Bruna Ventura.

No projeto, o lúdico e o pedagógico andam lado a lado e os professores da rede municipal de ensino também se transformam em personagens. O professor Dr. André Colla, do CME Ambiental Escola do Mar, assume o papel de um cientista que conduz os alunos para essas descobertas e percepções sobre o meio ambiente. “O episódio no CME Ambiental Escola do Mar começa na beira da praia com as crianças recolhendo resíduos na areia, esse material é utilizado para refletirmos sobre os impactos das ações humanas no clima e no ambiente. Com a utilização de modelos didáticos e a realização de experiências damos condições para que os alunos possam compreender os problemas ambientais, suas causas e consequências, assim como as possíveis soluções para mitigar os seus efeitos, por exemplo: separar corretamente os resíduos, evitar o desmatamento e as queimadas, reduzir o uso de combustíveis fósseis dando preferência a fontes de energias limpas”, detalhou o professor.

No último episódio, as crianças recebem a missão de transmitir essas informações para os pais e responsáveis em um encontro na unidade escolar, multiplicando todos esses conhecimentos. “As crianças são naturalmente muito curiosas e criativas, estimular essas habilidades em sala de aula desperta ainda mais o interesse pelo ensino e as tornam
protagonistas desse processo de ensino-aprendizagem”, frisou a secretária municipal de Educação, Ana Cristina Hoffmann.

O projeto Escola do (Im) Possível é uma realização da Platô Cultural, em colaboração com ITAC (International Teaching Artists Collaborative) e The Necessary Space (Reino Unido), financiado pelo British Council Internacional Collaboration Grants e em parceria com a
Prefeitura de São José, por meio da Secretaria Municipal de Educação.

A proposta fez tanto sucesso que foi apresentada na COP26, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, em novembro do ano passado, em Glasgow, na Escócia. No segundo semestre, escolas da Escócia também desenvolverão o projeto.