Câmara tem a primeira mulher presidente da história de Florianópolis

A vereadora Pri Fernandes (Podemos), segunda vice-presidente, ficará à frente da Casa Legislativa interinamente pelo período de sete dias

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O dia 15 de agosto de 2022 ficou marcado na história do Legislativo da capital catarinense, depois que o comando da Câmara Municipal de Florianópolis foi assumido por uma mulher pela primeira vez em 296 anos. A vereadora Pri Fernandes (Podemos), segunda vice-presidente, ficará à frente da Casa Legislativa interinamente pelo período de sete dias.

A posse aconteceu porque o presidente eleito da Câmara, Roberto Katumi Oda (PSD), está ocupando o cargo de prefeito de Florianópolis durante a viagem do prefeito Topázio Neto ao Uruguai. “Hoje é uma semente que as mulheres plantam na Câmara, e com gestos assim, quem sabe muito em breve podemos ter uma mulher eleita, não por alguns dias, mas por dois anos à frente do Poder Legislativo Municipal”, disse o prefeito em exercício.

Para o primeiro vice-presidente da Casa, vereador João Cobalchini (União Brasil), que cedeu a posição para a vereadora, mais do que um ato de nobreza, é um ato de justiça. “São séculos que só homens estiveram à frente do parlamento, e hoje a vereadora Pri Fernandes se encontra nessa posição e vai fazer um excelente mandato, não tenho dúvida”.

Sobre o que a população pode esperar do seu mandato, a presidente destaca o combate À violência contra as mulheres. “Nós estamos no Agosto Lilás, que é um mês referente ao combate à violência contra a mulher, então nós queremos reforçar essa pauta nessa semana para mostrar o quanto é importante a nossa luta para que a gente consiga cessar o máximo possível a violência contra as mulheres”, disse.

Presente da cerimônia de posse, a presidente da OAB/SC, Cláudia Prudêncio, comemorou a conquista, destacando a necessidade de cada vez mais mulheres ocuparem cargos de liderança.

“É necessário que aconteça a inclusividade de mulheres em cargos importantes, e que a sociedade possa perceber, com elas no comando, o quanto elas podem fazer a diferença na vida do cidadão. Nós mulheres quando deixamos nosso nome a disposição para cargos de comando, a nossa responsabilidade é muito maior, ainda infelizmente, do que dos nossos colegas homens que assim os ocupam. Nós nos sentimos, além de comprometidas, responsáveis por querer fazer sempre mais”, afirmou a advogada.