Deputado Cobalchini apresenta projeto para regionalizar o atendimento à saúde em SC

Nesta entrevista ao Jornal Informe o deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB) fala mais sobre sua proposta para atacar uma das grandes prioridades dos catarinenses que é a área da saúde. O objetivo é organizar a estrutura visando o atendimento das demandas de forma mais regionalizada. Veja mais abaixo:

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Deputado Cobalchini

INFORME – O senhor apresentou recentemente um projeto que visa a regionalização do atendimento à saúde em Santa Catarina, com serviço de média e alta complexidade em todo o interior do Estado. Como isso pode funcionar na prática deputado?

COBALCHINI: Hoje, basicamente o atendimento de alta complexidade se concentra na capital ou em algumas das grandes cidades, como Blumenau e Joinville. Com esse projeto de regionalização, o Governo poderá equipar as sete macrorregiões de Saúde com o atendimento de alta complexidade. Por exemplo, todo o serviço médico de consultas, exames e cirurgia que é oferecido em Florianópolis, será oferecido no oeste do Estado, ou no sul, ou no meio oeste ou no norte. É a verdadeira descentralização da saúde e o fim da ambulancioterapia.  Hoje, em muitos casos, pacientes viajam uma noite toda para chegar em Florianópolis e ser atendidos. Um verdadeiro absurdo em pleno 2022.

INFORME – Deputado, como será estruturado o Estado para oferecer esse atendimento?

COBALCHINI – O Estado conta, ainda, com 20 (vinte) Municípios em gestão plena do Sistema de Saúde, que atendem a média e alta complexidade em conjunto com o Estado. Basta que os hospitais desses municípios sejam equipados e os credenciados no SUS. É um trabalho que cabe ao Governo do Estado articular com o Ministério da Saúde e usar o orçamento já existente. A rede hospitalar é composta por 195 unidades, estando 132 sob gestão estadual e 63 sob gestão municipal, além de 13 hospitais próprios do Estado. Então, a estrutura física nós já temos no Estado. São necessários alguns equipamentos que o Estado pode adquirir e o credenciamento dos profissionais. Isso é perfeitamente possível.

Por exemplo, tratamentos com câncer e cirurgias cardíacas serão oferecidas em todas as regiões do Estado. Hoje esse atendimento se restringe a Florianópolis e o paciente enfrenta uma fila tão grande que quando chega a ser atendido não há mais muita coisa a fazer.

INFORME – Deputado, pelo projeto existe uma distância máxima que um paciente vai percorrer para o tratamento?

COBALCHINI – A geografia de Santa Catarina é  diferente em cada região. Mas analisando as estruturas que temos hoje, é possível que o todo o atendimento se dê num raio médio de 100 quilômetros da casa de cada paciente. E, em casos mais extremos, uma distância máxima de 150 quilômetros. Hoje, por exemplo, um paciente percorre até 700 kms pela busca do tratamento. Imagine a mudança que isso trará para a vida das pessoas, sem contar a economia para as Prefeituras com o que hoje é gasto com o transporte desses pacientes.

INFORME – O que precisa acontecer para isso ser efetivado. Para isso se tornar realidade?

COBALCHINI – O projeto precisa agora tramitar nas comissões da Assembleia, depois ser aprovado em plenário e então ser sancionado pelo governador. Parece um sonho, mas é um sonho possível de ser realizado. Eu sou um sonhador na vida pública e já vi muitos dos meus sonhos se tornarem realidade, por isso acredito na aprovação do projeto e acredito que o Governo pode tornar ele realidade, começando pelas regiões mais distantes que é o nosso grande Oeste e assim indo paras as demais regiões sucessivamente.

INFORME – O senhor acha que teremos médicos em todas as regiões para atender essas especialidades?

COBALCHINI – Não tenho dúvida. A hora que o Governo tomar a decisão e alocar os recursos nós teremos especialistas nos próprios hospitais já cadastrados para fazer  os atendimentos. Fala também da necessidade de equipar alguns hospitais e que vai trabalhar para isso ser incluído no orçamento do Estado.

INFORME – O deputado tem uma ideia de quando poderemos ter isso no Estado.

COBALCHINI – Fala sobre a tramitação do projeto e da aprovação e aí a implantação pelo Governo. Fala sobre o sonho. E que tem de começar. Não vai acontecer de uma hora para outra, mas é preciso começar.

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