Educadora da rede municipal de Florianópolis vai ao Acre para visitar aldeia indígena

“O conhecimento ancestral, a simplicidade e alegria foi o que mais me chamou atenção”, conta Marisa Hartwing, professora auxiliar do Neim Francisca Idalina Lopes

0
310
Marisa Hartwing na Aldeia indígena Arara Shawãdawa

A doutora em serviço social, mestre em educação, e professora auxiliar no Núcleo de Educação Infantil Municipal de Florianópolis Francisca Idalina Lopes, Marisa Hartwig, 49, esteve na Aldeia indígena Arara Shawãdawa, na cidade de Porto Walter, Acre, para conhecer e vivenciar o modo de vida do grupo.

Ela passou seis dias no povoado e pôde experienciar o que é viver em uma floresta, dormir em uma rede em meio à mata, tomar banho de rio e se alimentar do que é plantado pelo povo que ali mora.

Com eles, Marisa teve a oportunidade de aprender que tudo que o homem necessita está na natureza. “O conhecimento ancestral, a simplicidade e alegria foi o que mais me chamou atenção”, relata.

A professora trabalha com crianças de quatro anos na rede municipal de ensino da Capital, e pretende mostrar a elas sobre o modo de vida dos indígenas Shawãdawa. “Quero contar as descobertas que fiz, sobre suas danças envolvendo a garotada e os familiares e o cotidiano dessa tribo, como dormem, se vestem, tomam banho em rios e se alimentam de tudo que é plantado nas terras, como inhame, mandioca, tapioca, banana da terra, cupuaçu, entre outras coisas”.

A viagem que Marisa e um grupo de pessoas de Florianópolis, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Alemanha fizeram no primeiro semestre deste ano para a aldeia, foi realizada graças a uma amiga da educadora, que possui uma parceria com os indígenas.

“Fomos recepcionados com uma grande celebração, cheia de alegria e muita cultura”.

Ela conta que o povo nativo não costuma receber visitas, porém, uma vez ao ano, realizam uma festa junto com outras famílias e grupos, onde tocam músicas, cantam e dançam. E também que se comunicar não foi um problema, já que eles possuem dois idiomas, um pertencente à família linguística pano, considerada uma variante dialetal da língua katukina, e o português.

SERVIÇO:  Nesta quinta-feira (25), a educadora realizará uma apresentação sobre sua viagem para as crianças do Neim Francisca Idalina Lopes às 9h30.