Terceira idade vai aprender a usar recursos do celular para o cotidiano em São José

Prefeitura de São José vai oferecer oficina de comunicação digital no CATI

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Os celulares estão na palma da mão, mas nem sempre a população domina as principais funcionalidades. Para o público da terceira idade, que cresceu longe dessa tecnologia, essa adaptação pode representar um desafio. Com o objetivo de familiarizar as pessoas idosas com o uso de dispositivos móveis, a Prefeitura de São José vai iniciar o projeto Inclusão Digital para Pessoa Idosa. As atividades serão desenvolvidas, como piloto, no Centro de Atenção à Terceira Idade (CATI) para as pessoas idosas que já manifestaram interesse em participar dessa modalidade.

A aposentada Beatriz Carmen Bressan, de 75 anos, frequenta o CATI desde 2007 e agora vai participar desse projeto-piloto. “Eu sei usar o WhatsApp, mas quero aprender a mandar e-mail e também os aplicativos como o Google Maps. Minha vontade é ir visitar uns conhecidos em Porto Belo”, contou Beatriz, que faz os trajetos por São José pilotando seu próprio carro.

Já para a aposentada Maria Helena Machado dos Santos, de 65 anos, a dificuldade é baixar aplicativos e entender como funcionam os pagamentos on-line. “Hoje em dia é tudo informatizado. Quero muito ter no meu celular esses aplicativos de transporte. Vai facilitar muito meu deslocamento pela cidade”, detalhou a moradora do bairro Forquilhinha, que fará sua estreia nas atividades do CATI com esse projeto.

COMUNICAÇÃO

Na sexta-feira (5), uma reunião no CATI ouviu as necessidades e as expectativas dos novos alunos para formatar o curso especialmente para esse público. “Nós aprendemos sempre. Nossa proposta é desenvolver competências na área da comunicação digital móvel, reduzindo o distanciamento e o isolamento da pessoa idosa em seus grupos sociais, sempre respeitando o ritmo individual desse nosso público”, frisou a superintendente da Fundação Educacional Municipal, Maria Helena Krüger.

Para a secretária municipal de Assistência Social, Rita de Cassia Faversani Furtado, a alegria é dupla: por estar iniciando um novo projeto e por ampliar o número de idosos atendidos. “Não existe um futuro sem inclusão digital. Precisamos aprender a nos comunicarmos melhor usando as funcionalidades do smartphone. Essa é uma oportunidade para desenvolver ainda mais a autonomia e a independência da pessoa idosa, auxiliando na socialização e na inserção na sociedade digital”, avaliou.

Agora, a equipe da Fundação Educacional Municipal trabalha na compilação das respostas aos questionários, vai revisar a ementa da oficina e na sequência iniciar o projeto. Neste primeiro momento, serão 20 participantes distribuídos em duas turmas na sexta-feira à tarde. “Se nosso projeto-piloto tiver uma boa aceitação, pretendemos até descentralizar as ações com a expansão das oficinas em diversos bairros de São José”, vislumbrou a superintendente da Fundação Educacional Municipal.