Vereador e candidato a deputado federal é preso em Florianópolis

Maikon da Costa foi preso à noite desta segunda-feira (12) no pátio do comitê do PL, em Florianópolis, por desobediência, resistência à prisão e ameaça. Em Nota enviada à este Informe Floripa o vereador questiona a atuação da Polícia Militar

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Vereador é candidato a deputado federal na chapa do PL

O vereador de Florianópolis Maikon da Costa foi preso por volta das 23 horas desta segunda-feira (12) por desobediência, resistência à prisão e ameaça. Ele é candidato a deputado federal pelo PL, na chapa do candidato à governador, Jorginho Melo e foi detido após confusão no pátio do comitê eleitoral localizado na Avenida Governador Ivo Silveira, bairro Capoeiras, região Continental da Capital. Em Nota, logo abaixo nesta matéria, Maikon questiona o procedimento da PM.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para ir até o local por um segurança. Segundo ele, dois homens em uma camioneta estavam dentro do pátio do comitê e foram convidados a se retirar, pois o comitê já estava fechado e não estavam obedecendo.

Testemunhas ouvidas pela PM disseram que Maikon da Costa “estava importunando há diversos dias no comitê e a reunião de hoje estava cancelada e teriam informado ao vereador que não haveria reunião no dia de hoje”.

Diante da presença do vereador, foi solicitado a presença no local de um sargento Ronda do 22º Batalhão da Polícia Militar que reiterou ao vereador Maikon que ele teria que deixar o local. Segundo a PM, neste momento o candidato a deputado federal realizou uma ligação ao candidato a governador Jorginho Melo informando o ocorrido, onde Jorginho pediu para que o mesmo deixasse o local e que no dia seguinte resolveriam toda a situação.

Diante disso, conforme o Boletim de Ocorrência, o sargento deu a ordem para que Maikon deixasse o local o que não foi cumprido e em seguida foi solicitado que ele se identificasse e o vereador também se recusou a se identificar. Neste momento, informa a PM, Maikon saiu de seu veículo com o celular em mãos gravando e dizendo que o sargento iria se arrepender e iria ver, em tom ameaçador.

Vereador e candidato a deputado federal, Maycon da Costa

Neste momento foi dada voz de prisão para Maikon, por desobedecer uma ordem legal, momento que ele se alterou e partiu para cima do sargento, onde então foi utilizado o uso diferenciado da força para realizar a algemação, porém com a dificuldade de conter os braços de Maikon, foi utilizada a técnica de imobilização para conter o vereador. “Com isso ele acabou chocando seu nariz em uma grade, ocasionando sangramento nasal”, diz o BO.

Ainda de acordo com a ocorrência policial, algemado, Maykon foi colocado no compartilhamento de presos, onde ainda bastante alterado acertou alguns chutes no sargento. Após a confecção inicial do Boletim com os dados do solicitantes e testemunhas, foi deslocado o autor para atendimento médico na UPA do Jardim Atlântico, sendo atendido e liberado pela médica. Encaminhado então a delegacia de Flagrantes da Capital para procedimentos cabíveis. Após depoimento e o exame de corpo e delito ele foi liberado. A ocorrência foi filmada.

VEJA ABAIXO A NOTA DO VEREADOR SOBRE A PRISÃO:

Sobre a nota emitida pela PMSC o que tenho a dizer é, que mesmo a respectiva entidade centenária merecendo o meu respeito, os relatos não condizem com os fatos. Sugiro que divulguem imediatamente a íntegra sem cortes das Câmeras Corporais do Policiais presentes, já que imagens valem mais que mil palavra, e uma nota deturpada com visão meramente unilateral não condiz com os fatos.

Destaco ainda, que as testemunhas de acusação mencionadas sequer estavam ou apareceram no local, tão pouco poderiam presenciar qualquer ato de agressão minha em direção a um dos sete policiais presentes, justamente por que não houve agressões da minha parte, as imagens compravam isso. As testemunhas servem apenas para preenchimento de uma narrativa equivocada e recheada de mentiras, que deve inclusive ser apurada como crime de falso testemunho.

A única testemunha presente de fato, foi o Sr. Luciano Medeiros, meu chefe de gabinete, e ao chegamos no local os portões do estacionamento foram abertos para nós, alguns minutos após fomos informados por um dos seguranças que deveríamos sair do pátio e esperar no lado de fora da Av. Ivo Silveira, e por motivo de foro íntimo e de segurança pessoal, me neguei a fazer, já que nossa presença era ordeira e pacifica, como as Câmeras Patrimoniais poderão comprovar.

Eu já havia me identificado anteriormente aos respectivos policiais que chegaram na primeira das três viaturas presentes, portanto é mentira que eu não quis me identificar, como mencionado na nota emitida pela PMSC, nota essa corporativista e cheia de contorcionismo.

Na chegada dos primeiros policiais, após finalizar uma ligação já em curso, informei ao policial presente do motivo da minha presença no respectivo local, entretanto não poderia abrir maiores detalhes, pois um dos assuntos que iria tratar na respectiva reunião envolve conteúdo de foro privilegiado, no meu entendimento sendo de competência da Policia Federal.

Após conseguir contato com o Senador Jorginho Mello por telefone, candidato a Governador pelo PL meu partido e responsável maior pelo comitê de campanha, que estaria presente na respectiva reunião que fui convidado, este me informou que a reunião foi alterada para o dia seguinte as 14h. Me preparava então para deixar o local e seguir para minha casa, se não fosse pela descompensada e desproporcional ação de um Sargento Ronda que extrapolou seus limites com um Show Pirotécnico derrubando meu celular no chão e procedimentos de mata-leão, procedimento este já fora do POP – Procedimento Operacionais Padrão da PMSC que me deixou lesões corporais comprovadas no exame de corpo e delito, assim como outras lesões por todo o corpo, nariz e boca, assim como a desnecessária utilização de algemas, totalmente desproporcional e em desarcado com a súmula vinculante 11 do STF.

Após chegada na delegacia e esclarecimento dos fatos ao delegado, fomos imediatamente liberados e encaminhados para o exame de corpo e delito, e as devidas providências pelo abuso de autoridade serão adotadas.

Para finalizar, espero que meu discurso realizado na segunda (12) na Câmara Municipal de Florianópolis, em que relato que não passaria pano para possíveis irregularidades, sejam elas em outros partidos ou no meu, não tenham sido as motivações para todo este verdadeiro circo. Sigo firme acreditando na integridade dos candidatos que carregam o 22, e alertando os postulantes de possíveis erros no curso do processo. Espero que este mal entendido seja logo esclarecido e que os mecanismos de “compliance” partidário sejam aperfeiçoados.

Maikon Costa
“A Verdade vem da fonte da verdade, a mentira vem de outra fonte”

VEJA ABAIXO NOTA DIVULGADA PELA PM:

NOTA PMSC

Prisão de vereador em Florianópolis

  1. Na noite desta segunda-feira, 12, policiais do 22⁰ Batalhão de Polícia Militar foram acionados para atender uma ocorrência em Capoeiras, região continental de Florianópolis. No local o solicitante relatou que dois homens estavam dentro do pátio de um comitê de campanha e que mesmo tendo solicitado para que se retirassem, pois, o comitê já estava fechado, os mesmos permaneciam no local.
  2. Chegando no local dos fatos a guarnição policial solicitou a identificação para os dois homens e um deles se identificou como vereador da cidade de Florianópolis, mas negou-se a conversar com os policiais alegando estar em uma ligação. Solicitado o diálogo e a retirada do local o mesmo ignorou a presença dos Policiais Militares.
  3. Diante da negativa e desconsideração a ordem policial, a guarnição solicitou a presença do responsável pelo policiamento, que reiterou ao vereador que o mesmo deveria se retirar do local. Neste momento o vereador buscou intimidar os policiais, realizando ligações telefônicas, onde, segundo informações, foi orientado para que se retirasse do local.
  4. No boletim de ocorrência, ouvidas as testemunhas, todas foram unânimes quanto ao fato do vereador ter “partido para cima dos policiais”. Uma das testemunhas descreveu que “Com a chegada da polícia (…) não quis sair do local e depois partiu pra cima dos policiais e não obedeceu as ordens.”
  5. Assim, foi dada voz de prisão ao vereador por desobediência e resistência. O mesmo reagiu fisicamente, agredindo um dos policiais e foi utilizada a força necessária, conforme o protocolo policial, para algemar o agressor.
  6. O vereador bateu o nariz, em virtude da resistência física à prisão, e foi conduzido até a Unidade de Pronto Atendimento, do Continente, onde foi atendido, e depois encaminhado à Central de Polícia da Capital.
  7. Na delegacia foi lavrado um termo circunstanciado pelos crimes de resistência e desobediência, sendo o vereador foi liberado após os procedimentos legais.
  8. A PMSC esclarece que toda a ocorrência foi documentada por câmeras policiais e permanece à disposição para esclarecimentos.

POLÍCIA MILITAR

Centro de Comunicação Social