1ª Bienal do Livro consolida São José no mapa cultural de SC

Mais de 50 mil pessoas prestigiam lançamento de obras, apresentações artísticas, rodas de conversa, saraus literários e oficinas que integraram a programação de 07 a 11 de setembro

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A 1ª Bienal do Livro em São José entrou para o calendário de São José em grande estilo, atraindo público acima das expectativas dos organizadores. Mais de 50 mil pessoas foram conferir a programação diversificada, de 7 a 11 setembro, que transformou o Centro Multiuso no palco central da cultura em Santa Catarina. A Bienal nasceu por conta da Lei Nº 6024 de 09 de julho de 2021, que determina a cada dois anos um evento para fomentar a leitura no mês de setembro no Município.

A Arena do Centro Multiuso reuniu num único espaçou escritores josefenses e de outras regiões. Também expoentes da literatura como Maurício Pestana, considerado como o “cartunista negro de maior sucesso no país”, participou da programação. Ele falou um pouco do seu acervo de 60 obras e em especial tratou do tema “Empresa Antirracista”, um apanhado do que as empresas vêm fazendo para incluir a diversidade racial nos últimos 30 anos.

O empoderamento feminino também foi um dos temas abordados na Bienal. O bestseller “As donas da P#rra Toda”, escrito por Juliana Ramos Serafim, retrata histórias de mulheres que passaram por uma mudança brusca na vida, como o caso de Claudette do Paraná, que precisou assumir a funilaria e pintura de automóveis do marido, sem conhecer o ofício.

A rede municipal de Educação não ficou de fora das produções escritas
em destaque na Bienal. Três professores aproveitaram o evento para mostrar a veia literária e lançar seus trabalhos. A educadora Cirindelli Bittencourt levou a “Trudi uma Bruxinha Muito Espoleta” para a feira. A obra retrata a história de amizade improvável entre uma bruxinha trapalhona e uma “motossora”. Um enredo de superação, que ensina as crianças a lidarem com as diferenças e convida a triunfar sobre os obstáculos. Falando em amizades, o livro da professora Luciene Maria Coelho, “Ostrelinha” também abordou a relação entre uma ostra e uma gaivota na Lagoa da Conceição, percorrendo locais tradicionais históricos.

O professor Samuel Góes, por sua vez, saiu dos temas infantis e levou para Bienal a atmosfera do romance policial com a trama “Ponto de Fuga”, convidando os leitores a desvendar o assassinato aparentemente inusitado de um político de uma família tradicional brasileira, que promete um final arrebatador.

OFICINAS

As oficinas foram uma das atividades mais procuradas da Bienal. Jovens, crianças, adultos e idosos se acotovelaram nas salas para exercitar a criatividade . As salas foram pequenas para receber o público. A oficina de “escrita criativa” de Carlo Manfroi-redator premiado, publicitário, diretor de criação, escritor e professor- foi uma das que mais atraiu público. Em pauta, conceitos da escrita como conto, poesia, crônica; estilos dos autores (a exemplo de Machado de Assis); a diferença entre os tipos de textos; a prática da escrita criativa e depois as correções em grupo.

A oficina de Nipocultura captou desde o primeiro dia os olhares curiosos das crianças acompanhadas dos pais. As dobraduras deram forma e vida a imagens de animais e demais formas clássicas da cultura japonesa.

FEIRA DA FREGUESIA

A Feira da Freguesia, tradicionalmente realizada no Centro Histórico, foi até o Centro Multiuso mostrar a criatividade de quem produz, expõe e comercializa arte. E uma apresentação tradicional do Boi de Mamão brindou o grande público no encerramento.