Maricultura prejudicada pela chuva em Palhoça

Levantamento aponta para 90% de perda das produções em pontos da cidade

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A Prefeitura de Palhoça continua o trabalho de atenção às pessoas atingidas pela chuva forte que caiu na semana passada, entre quarta e quinta-feira, e agora começa a contabilizar os prejuízos causados ao setor produtivo da cidade. Hoje, a Secretaria de Maricultura e Pesca da cidade apontou para uma perda para a produção deste ano. De acordo com o levantamento, toda a produção de mariscos e ostras, respectivamente 9.000 toneladas de mariscos e 200 mil dúzias de ostras, foram perdidas. “Essa perda se dá em um momento delicado para nossos produtores, fim de ano é quando muitos frutos do mar são consumidos, muita gente ganha agora o que produz o ano inteiro. Infelizmente, essa tempestade representou risco de vida e agora representa prejuízo financeiro para muitas famílias”, esclareceu o secretário de Maricultura e Pesca de Palhoça, Flávio Martins.

A Prefeitura de Palhoça já está organizada para pedir providências de setores financeiros e estatais para ajudar a recuperar o setor maricultor prejudicado. “Vamos pedir adiamento de pagamentos de financiamentos, auxílios emergenciais para cobrir despesas mínimas e pedir licenciamento para extrair sementes de bancos naturais. Essas são todas medidas enérgicas, que necessitam muito esforço, mas que ainda são só parte da recuperação necessária”, disse o prefeito de Palhoça, Eduardo Freccia.

Entre os pontos destacados no documento já protocolado pelo executivo municipal estão pedir licenciamento para extração das sementes dos bancos naturais, trancado por 24 meses financiamentos com instituições e governos, ajuda emergencial financeira para maricultores de Palhoça. “Não perdemos insumos, mas perdemos a produção. A chuva levou mais ou menos 18 milhões de reais em mariscos e 3 milhões de reais em ostras”, afirmou o secretário de Maricultura e Pesca de Palhoça, Flávio Martins.

Confira as áreas de cultivo atingidas por localidade de cultivo em Palhoça:
A) ÁREA 32 – BARRA DO ARIRIÚ – PERDA ESTIMADA 90%
B) ÁREA 33 – PRAIA DE FORA 1 – PERDA ESTIMADA 90%
C) ÁREA 34 – PRAIA DE FORA 2 – PERDA ESTIMADA 90%
D) ÁREA 35 – PRAIA DO CEDRO – PERDA ESTIMADA 90%
E) ÁREA 36 – ENSEADA DE BRITO – PERDA ESTIMADA 90%
F) ÁREA 37 – PEDRAS ALTAS – PERDA ESTIMADA 90%
G) ÁREA 38 – PRAIA DO SONHO – PERDAS ESTIMADAS 45%