Florianópolis vive hoje (9/2) um dos atos mais importantes de sua rica história. A tão desejada Marina Beira-mar Norte, cujo projeto foi encorpado com o Parque Urbano, sai do campo dos sonhos possíveis e entra na planilha dos projetos em realização.
O pontapé para isso acontece ao meio dia, no Trapiche da Beira-Mar, Av. Beira-Mar Norte. Quando o governador Jorginho Mello (PL) e o prefeito Topázio Neto (PSD) assinarem o Licenciamento Ambiental de Implantação (LAI) e entregarem o Alvará de Construção para a JL Construtora, Florianópolis dará um passo gigantesco para deixar de ser a Capital (ilha) com as costas viradas para o mar.
A expectativa é que as obras, sem recursos públicos, iniciem ainda nesse ano. Serão tocadas com o olhar atento de João Luiz Feliz, presidente da JL, com experiência de projetos grandiosos semelhantes em todo o País. É um dia festivo, onde a Capital vira a página da burocracia e parte para a prática.
Parque Urbano
Muito já se falou do projeto que será executado. De sua grandiosidade por transformar a Beira-mar Norte em um pólo náutico, por oferecer estrutura para a tão sonhada exploração de linhas náuticas ligando a Ilha ao Continente. Mas, um ponto é de igual relevância. O Parque Urbano tornará tudo mais democrático. No total são mais de 440 mil metros quadrados de área, reunindo espaços para lazer, convivência e uso público, além da marina. Floripa é uma hoje e será outra depois que esse projeto for implantado. Na história recente só terá um dia mais importante que o de hoje: o dia da inauguração.
Sonho da cidade
O bacana do Parque Urbano e Marina da Beira-mar é que se trata de um sonho de cidade. Não é um devaneio do governo de plantão. Esse sonho está intrínseco no seio da sociedade. É a essência do que é essa ilha com alma açoriana dizendo “devolvam-me o que sou”. Muito bom saber que o projeto venceu todos os entraves e está a ponto de se tornar realidade. Uma cidade localizada em uma ilha que não conversa com o mar é uma cidade morta!
Continuidade
A maior prova de que o Parque e Marina é um sonho de cidade e de que ele vive na vontade de quem aqui mora é que ele se construiu em governos municipais diferentes.
Só na história recente dá pra cravar que ele começou a ser cogitado firmemente no governo Cesar Souza Júnior (PSD), quando os primeiros movimentos de fato foram feitos.
Teve sua gestação no governo Gean Loureiro (UB), quando foi confeccionado o projeto; conquistada a permissão para licitação junto ao TCE; licença prévia do IMA e além de superadas pendências na Secretaria de Patrimônio da União (PU), foi assinado o contrato com a empresa.
Agora, nasce no governo Topázio Neto (PSD), com a entrega da licença ambiental e alvará de construção, além é claro, do início da implantação.
Acompanhou tudo
Muitos agentes públicos foram fundamentais para o projeto da Marina sair do papel. Seria impossível citar a todos. Agora, se tem um que realmente acompanhou o processo “de cabo a rabo” foi o Secretário Municipal de Turismo, Desenvolvimento Econômico e Inovação de Florianópolis é Juliano Richter Pires. Sob sua atenção o projeto nasceu lá no governo Gean. Juliano foi mantido no cargo no governo Topázio justamente para acompanhar o processo. Pensa na realização desse cidadão hoje, vendo tudo acontecer!
Tem que combinar com Brasília
Nunca na história da política catarinense chapas vitoriosas para disputa do Governo do Estado foram fechadas em janeiro. É muito cedo ainda! Até as convenções homologatórias tem praticamente meio ano e em meio ano muito coisa acontece em política. Especialmente porque a política local está umbilicalmente ligada à nacional. E, lá em Brasília, se o acordo aqui em SC não atender a expectativa dos acordos dos donos dos partidos nacionalmente, o acordo aqui, simplesmente desaparece, como aqueles corpos jogados na vala na calada da noite.
Cartas embaralhadas
Não estou dizendo que a chapa Jorginho-Adriano (Novo) com os dois concorrentes ao Senado do PL não pode vingar, até pode. Mas, até a oficialização na convenção no meio do ano tem muita água para passar embaixo dessa ponte. E essas mexidas já estão acontecendo. Carol de Toni disse semana passada que vai sair do PL, talvez rumo ao Novo. O PP Nacional quer fechar com Flávio Bolsonaro e atravessou o Novo no tabuleiro nacional, influenciando aqui e por ai vai. Tudo agora é embaralhamento das cartas, muitas vezes para esconder o jogo do adversário.
Lula ou Kassab
O mesmo acontece com o MDB. Hoje, nacionalmente, o partido pode ser vice de Lula, mas há uma corrente forte para que componha com o PSD, no projeto de Gilberto Kassab. Escrever sobre as composições locais sem ler os movimentos em Brasília é falar da árvore e menosprezar a floresta.
Chapa dos vices
Nessa do governador Jorginho escolher o prefeito Adriano de Joinville como vice de chapa, deixou órfão uma lista cheia de postulantes a vice. E olha que os nomes até fechavam uma chapa legal. Para governador poderíamos ter Carlinhos Chiodini (MDB) concorrendo ao Senado Topázio Neto (PSD) e Antídio Lunelli (MDB). O vice da chapa fica pro imaginário de vocês!
Turismo
Sobre a nota da coluna passada relativa à queda do movimento nesta temporada tanto em Florianópolis quanto em outras regiões do litoral, importante pontuar alguns detalhes. O turista Argentino, por exemplo, veio em menor quantidade, assustado com a própria crise econômica e oscilação cambial.
Para quem veio e busca economizar, vamos combinar que Floripa não é destino indicado. Lugar que gosta de explorar o turista, seja na gastronomia, no estacionamento da praia, enfim em tudo. Esse turista, está buscando outros locais. Sem falar que hoje através do Airbnb o turista pode escolher locações mais distantes da praia, porém, mais viáveis e variar seu mix de pontos a serem visitados.
Desta temporada deve servir como lição que o turista aprendeu a fazer contas e usar a tecnologia para economizar.







