Mais de 40 profissionais participaram, nesta terça-feira (31), de um curso de formação promovido pela Escola de Conselhos de Santa Catarina, no auditório Norte da Secretaria de Educação da Prefeitura de São José. A capacitação segue nesta quarta-feira (1º), com atividades na sede da OAB de São José, reforçando o compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes.
O evento tem como principal objetivo fortalecer e qualificar a atuação dos conselhos tutelares e dos conselhos de direitos, reunindo trabalhadores, gestores e demais atores do sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente. Participam representantes de diversos municípios, especialmente da Grande Florianópolis e do Vale do Itajaí, em uma iniciativa que também já passou por cidades como Concórdia e Rio do Sul.
De acordo com a assessora pedagógica do curso, Darlene de Moraes Silveira, o curso integra a política nacional de educação permanente voltada ao setor. A proposta é oferecer uma base teórica sólida, aliada à troca de experiências entre os participantes. “Trabalhamos desde a história social da criança e do adolescente até temas sensíveis, como as violências e as metodologias de atuação nos diferentes contextos sociais”, explicou.
A formação faz parte do ciclo básico da Escola de Conselhos e terá continuidade com etapas intermediárias e avançadas, consolidando um processo contínuo de qualificação. A iniciativa é realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com a Fepese, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca-SC) e o Ministério dos Direitos Humanos.
Durante a programação, os participantes tiveram acesso a palestras, rodas de conversa, painéis temáticos e dinâmicas voltadas à realidade dos conselhos tutelares, além de reflexões sobre os avanços e desafios na área da infância e adolescência. A secretária de Assistência Social de São José, Rita de Cássia Faversani, destacou a importância da capacitação contínua para o fortalecimento da rede de proteção. “Nosso foco é qualificar os conselheiros e garantir a estrutura necessária para que crianças e adolescentes se sintam cada vez mais protegidos”, afirmou.
A coordenadora-geral da formação, professora Andréa Márcia Lahmeyer, reforçou que a formação é essencial para aprimorar práticas e alinhar a atuação dos profissionais às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e às normativas internacionais.








