O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) anunciou greve a partir desta quinta-feira (23), após o feriado de Tiradentes. A Administração Municipal lamenta a decisão e informa que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados.
Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.
Paralelamente, a gestão vem realizando investimentos concretos na valorização do serviço público. Somente no último ano, foram chamados mais de 1.900 novos profissionais para reforçar o atendimento à população. Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades.
A Prefeitura também destaca que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diversas áreas.
SINTRASEM ANUNCIA GREVE – veja abaixo anúncio do Sindicato através das redes sociais:
AGORA É GREVE: Os trabalhadores da PMF votaram, e o serviço público vai parar por tempo indeterminado a partir de 23/4 se Topázio continuar sem atender à pauta de reivindicações da categoria!
As negociações de data-base já vinham indicando que o governo não iria atender praticamente nenhum ponto da pauta. A resposta encaminhada pelo governo é uma proposta rebaixada que intensifica o desmonte do serviço público e dá um grande “NÃO” à categoria.
Mesmo com margem na Lei de Responsabilidade Fiscal e dinheiro em caixa, a prefeitura nega a maioria das reivindicações e mantém outras tantas indefinidas, com prazos vagos ou inexistentes, e sem garantias.
Não há proposta para o cumprimento da lei federal que reconhece as auxiliares de sala no magistério e nem para a revogação das portarias que atacam a Educação.
Nada para a recomposição salarial dos técnicos de enfermagem. Nada sobre o piso dos ACS e ACE.
Não há proposta para realização de concurso público, chamamento de aprovados, fim das terceirizações, defesa da previdência pública e redução da jornada sem corte salarial.
Enquanto isso, a realidade nas unidades é de abandono. Faltam estrutura e trabalhadores, sobra exaustão e adoecimento.
Na Saúde, trabalhadores sobrecarregados são agredidos por conta da falta de pessoal para atender. Na Educação, professores chegam a comprar materiais didáticos do próprio bolso, e há unidades sem sequer banheiro funcionando.
Quando isso acontece, a cidade inteira perde.
A greve aprovada hoje é uma resposta forte a todos esses ataques. No grande ato que fizemos no Centro mostramos que não vamos aceitar essa negligência de Topázio.
Até o dia 23/4, todo trabalhador deve organizar-se na sua unidade, conversar com os companheiros, compartilhar as publicações do sindicato e manter-se atento a novas informações.
Fazemos o impossível todos os dias para garantir um serviço de qualidade, e exigimos valorização. Essa é uma luta de todos que defendem o serviço público!







