Será que as crianças sabem como funciona a doação de sangue? Nesta segunda-feira (19), 24 alunos do Infantil 5 do Colégio Salvatoriano Fátima visitaram o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), localizado em Florianópolis. Durante a tarde, os estudantes conheceram as etapas da doação de sangue e aprenderam sobre a importância desse gesto para salvar vidas.
A visita faz parte do projeto “Entre Batidas e Descobertas”, desenvolvido pela professora Tatiani Melo, que busca aproximar os estudantes do universo da hematologia e da doação de sangue. A iniciativa também contou com aulas teóricas sobre o coração, com o apoio de imagens de um livro científico, e atividades práticas, como a modelagem do órgão em argila e a observação de corações de boi e de galinha. Com isso, os alunos puderam comparar tamanhos, pesos, formas e texturas.
Para Sevilho Penin, doador de sangue, a experiência também pode incentivar conversas sobre o tema dentro de casa: “As crianças podem falar para os pais que estiveram no Hemosc e, assim, levar a conscientização para dentro dos lares para que os pais venham doar sangue”.
Daniela, também é doadora de sangue, e acredita que seja fundamental as escolas levarem os alunos ao Hemosc, para que tenham acesso ao universo da doação de sangue o quanto antes. “Eu fui descobrir sobre a doação muito tarde, porque antigamente não tinha essa conscientização nas escolas”, relembra.
Segundo Luana Ribeiro, do setor de captação de doadores do Hemosc, apresentar o tema às crianças desde cedo é fundamental para que elas se familiarizem com a doação e desenvolvam o interesse em se tornar futuras doadoras. “Quando já tiverem a idade para doar sangue, vão se lembrar da visita e querer fazer a doação”. Ela está acostumada a receber estudantes para falar sobre a doação de sangue, mas ficou admirada com a faixa etária dos pequenos, 5 e 6 anos.
“Foi muito significativo para o nosso projeto ver a turma conhecendo o local, fazendo perguntas e observando os doadores”, destacou a professora da turma. “Valeu muito a pena! Todos saíram daqui encantados e querendo ser doadores no futuro.”







