Por muito tempo, a pergunta “como gostar de treinar na academia” foi respondida com fórmulas de disciplina e força de vontade. Hoje, pesquisas em comportamento e tendências globais de bem-estar mostram que a motivação depende menos de esforço individual e mais da qualidade do ambiente. Luzes intensas, música alta e espaços lotados criam estímulos que podem afastar quem busca iniciar ou manter uma rotina saudável.
Esse movimento coincide com a evolução do conceito de Wellness, criado há mais de quatro décadas, para um novo modelo chamado Healthness. O termo, apresentado por Nerio Alessandri, fundador e CEO da marca italiana Technogym, propõe uma visão integrada entre saúde, prevenção e tecnologia. A ideia segue uma premissa simples: não basta treinar, é preciso treinar de forma inteligente, segura e personalizada.
Nesse cenário, surgem academias que repensam completamente a experiência do usuário. Em Florianópolis, a Ancre Gym é um exemplo dessa nova abordagem, oferecendo um espaço exclusivo, com vista para a Beira-Mar Norte e desenhada para reduzir estímulos desnecessários. O ambiente inclui um piso branco desenvolvido com expertise sueca, pensado para ampliar a sensação de amplitude, limpeza visual e foco. De acordo com Fernanda Ebbsen, uma das sócias da Ancre Gym, esses pequenos detalhes influenciam diretamente no conforto e na permanência de quem treina.
A tecnologia também tem papel central na proposta da Ancre, que integra o ecossistema do Ancre Health Group. Os equipamentos funcionam como uma espécie de gamificação do treino e geram dados em tempo real. Henrique Noal, coordenador técnico, explica que essas informações permitem ajustar cargas, progressões e técnicas com precisão. “Com isso, o aluno entende o que está fazendo e acompanha sua evolução sem depender de tentativa e erro, reduzindo riscos de lesões e dores”, explica Noal.
O espaço conta com o exclusivo Checkup Technogym, que avalia mais de 40 indicadores de saúde funcional e determina a Wellness Age, a idade biológica do corpo. A linha Biostrength, importada da Itália, utiliza inteligência artificial e sensores biomecânicos para ajustar resistência, cadência e tempo de contração muscular com precisão clínica.
Além disso, a estrutura inclui esteira que analisa padrão de passada e simetria, bike que simula rotas icônicas do circuito mundial e BlazePod, uma tecnologia interativa de reflexo e tomada de decisão usada em protocolos de performance e reabilitação. Todos os dados gerados podem ser sincronizados com equipamentos Technogym em qualquer lugar do mundo, garantindo continuidade e qualidade no acompanhamento, mesmo em viagens ou treinos fora da unidade.
Segundo Fernanda Ebbsen, essa mudança de paradigma transforma a relação das pessoas com o exercício. “Quando a pessoa entende o que está fazendo, por que está fazendo e como o corpo responde, o treino deixa de ser uma obrigação e se torna uma experiência de autocuidado. E o Healthness segue a lógica de ter menos pressão estética e focar mais na saúde mensurável e personalizada”, afirma Fernanda.






