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Câncer infantil responde por até 3% dos diagnósticos de câncer no Estado

Mês de fevereiro concentra datas-chave de alerta e conscientização

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O câncer infantil é um dos principais desafios da saúde no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, são estimados 7.930 novos casos por ano entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no país, no triênio 2023–2025. A doença já representa a principal causa de morte por enfermidade nessa faixa etária, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso rápido ao tratamento especializado.

Em Santa Catarina, o cenário acompanha a realidade nacional. Dados da Secretaria de Estado da Saúde indicam que as neoplasias malignas em crianças e adolescentes correspondem de 1% a 3% de todos os cânceres diagnosticados no estado.

Fevereiro reúne dois momentos importantes de alerta para a saúde infantil. O primeiro é o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, realizado em 15 de fevereiro, instituído mundialmente em 2002 para ampliar a conscientização sobre a doença e fortalecer o apoio às crianças, adolescentes e suas famílias. O segundo é o “Fevereiro Laranja”, campanha nacional dedicada à conscientização sobre as leucemias e à importância da doação de medula óssea.

“As leucemias são o tipo de câncer mais comum na infância, representando cerca de 30% a 35% dos casos. A maioria ocorre de forma aguda e exige diagnóstico rápido e tratamento em centros especializados”, destaca Denise Bosfield, presidente do Departamento Científico de Oncologia da Sociedade Catarinense de Pediatria.

Em Santa Catarina, o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, é um dos principais centros de referência em oncologia pediátrica no Estado, atendendo crianças de zero a 15 anos incompletos. Dados da instituição indicam que, no período de 2019 a 2023, foram registrados 360 novos casos de câncer infantojuvenil, com uma média aproximada de 80 novos diagnósticos por ano. As leucemias representaram cerca de 30% dos casos, seguidas pelos tumores do sistema nervoso central e pelos linfomas.

A taxa de sobrevida do câncer infantil no Brasil é estimada em 64%, com importantes variações regionais. Na região Sul, esse índice chega a 75%, refletindo melhor acesso ao diagnóstico e ao tratamento especializado. No Hospital Infantil Joana de Gusmão, a taxa de sobrevida registrada no período de 2019 a 2023 foi ainda maior, alcançando 81,4%, resultado associado à estrutura especializada e ao atendimento multiprofissional. Ainda assim, especialistas alertam para desafios persistentes, como o diagnóstico tardio, as desigualdades regionais e a necessidade de suporte psicossocial contínuo às famílias.

Segundo Denise Bosfield, o papel das famílias é fundamental para a detecção precoce. “Os pais devem ficar atentos a sinais persistentes e sem causa aparente, como cansaço excessivo, palidez, febre prolongada, dores ósseas, manchas roxas ou sangramentos, aumento de gânglios, perda de apetite e emagrecimento, entre outros. Diante da persistência desses sintomas, é fundamental procurar o pediatra, o especialista mais capacitado, para atender crianças e adolescentes”, orienta.

No contexto do Fevereiro Laranja, a campanha também chama atenção para a doação de medula óssea. A chance de encontrar um doador compatível fora da família é de aproximadamente uma em 100 mil, o que torna essencial o cadastro no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. “Cada novo cadastro pode representar a única chance de cura para uma criança ou adolescente em tratamento”, reforça Denise.

A Sociedade Catarinense de Pediatria destaca que a mobilização em torno do mês de fevereiro é um chamado à sociedade para fortalecer a informação, o diagnóstico precoce e as políticas públicas, garantindo que mais crianças e adolescentes tenham acesso ao cuidado adequado e maiores chances de cura em Santa Catarina.

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