Como parte de um processo contínuo de cuidado ambiental, ao longo do último mês a CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) executou novas ações de limpeza no canteiro das obras de ampliação e modernização da Estação de Tratamento de Esgoto Insular, em Florianópolis. Com isso, aproximadamente 20,4 toneladas de resíduos foram encaminhadas para processos de reciclagem e reaproveitamento. O volume total corresponde a cerca de 7 toneladas de madeira, 650 kg de sucata metálica e 12,75 toneladas de Resíduos da Construção e Demolição (RCDs), como concreto e gesso.
A Companhia adota procedimentos alinhados às normas de segurança e às diretrizes ambientais, com o objetivo de garantir a organização dos canteiros, a proteção dos colaboradores e a sustentabilidade do empreendimento. As ações integram o Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil, que estabelece critérios para separação, armazenamento temporário e destinação ambientalmente adequada dos resíduos, priorizando a reciclagem e o reaproveitamento de materiais.
Essas práticas contribuem para a redução dos impactos ambientais associados à construção, como a redução do volume de entulho destinado a aterros e a diminuição da demanda por recursos naturais. Desde o início da implementação do programa, em janeiro de 2021, aproximadamente 13,6 mil toneladas de resíduos foram destinadas ao reaproveitamento e cerca de 7,5 mil toneladas à reciclagem. Os rejeitos, materiais sem possibilidade de recuperação, representam cerca de 13,6 toneladas, correspondendo a aproximadamente 0,06% do total gerado no empreendimento.
“O gerenciamento de resíduos da construção civil busca diminuir os impactos ambientais desde a fase de fundação das obras. Ao priorizar a reciclagem e o reuso, reduz-se significativamente a pressão sobre os aterros, garantindo que a ampliação desta ETE seja um exemplo de engenharia responsável e comprometida com o futuro da nossa região.”, explica o biólogo e coordenador da equipe de Supervisão Ambiental das obras, Luis Pukanski.
A ampliação e modernização da ETE Insular vai aumentar em quase três vezes a capacidade de tratamento de esgotos, possibilitando uma expansão do atendimento a novas áreas do Centro e da bacia do Itacorubi, incluindo os bairros José Mendes, Jardim Anchieta, Parque São Jorge e partes do Córrego Grande e Pantanal, que já possuem rede coletora instalada, mas ainda não estão em operação. O investimento total no Sistema de Esgotamento Sanitário Insular é de R$ 245 milhões, com recursos garantidos junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).







