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Ciclo de Palestras 2026 em São José inicia com debate sobre neurodivergência na terceira idade

Programação contou com lançamento de livro e relatos emocionantes sobre Alzheimer e o cuidado com familiares

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A palestra “Uma Vida Inteira Pensando Diferente: Neurodivergência na Terceira Idade” abriu, nesta sexta-feira (10), o Ciclo de Palestras 2026 no Centro de Atenção à Terceira Idade (Cati). Mais de 60 pessoas idosas, moradoras de São José, participaram.

Conduzido pela mestre e doutoranda em Educação, Mariele Finatto, o debate trouxe reflexões sobre como características neurodivergentes — como autismo, TDAH e altas habilidades — podem acompanhar o indivíduo ao longo da vida, muitas vezes sem diagnóstico.

“Neurodivergência é um cérebro que funciona de forma diferente do padrão mais comum. Não é doença, nem defeito, mas uma forma diferente de perceber o mundo. Pensar diferente também faz parte da diversidade”, explicou Mariele.

Profissionais da Secretaria de Assistência Social do município também estiveram presentes. “A atividade dialoga diretamente com a realidade do trabalho desenvolvido com pessoas idosas e com deficiência. São temas muito relevantes e vão contribuir bastante para a nossa prática. É um trabalho que exige equilíbrio emocional, e ouvir esses relatos nos toca profundamente, porque fazem parte do nosso dia a dia com as famílias e cuidadores”, afirmou a assistente social Cleide Libardi Tiengo Pontes, do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) sede, localizado em Campinas. Cleide esteve acompanhada por mais duas assistentes sociais.

Livro sobre Alzheimer marca abertura do ciclo

Após a palestra, o público acompanhou o lançamento do livro “O que o Alzheimer trouxe para a minha vida”, da psicanalista clínica Michele Maestri Pontes Nunes. A obra apresenta um relato sensível sobre a vivência da autora com a mãe diagnosticada com a doença.

Durante a apresentação, Michele destacou que o Alzheimer impacta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas toda a família. “Não adoece só a pessoa, adoece a casa toda. Por isso, é fundamental que o cuidador também tenha apoio e seja cuidado”, enfatizou.

O relato, que percorre desde os primeiros sinais da doença até os desafios do cuidado diário, emocionou o público ao abordar temas como negação, aceitação, sobrecarga emocional e a importância da rede de apoio.

Entre o público, histórias de vida reforçaram a importância do tema. A participante Lígia Flora Maia dos Santos, de 67 anos, destacou o quanto a palestra e o lançamento do livro trouxeram identificação com sua própria trajetória como cuidadora.

“Enquanto ela falava, eu me vi em cada situação. Eu cuidei sozinha de uma tia com Alzheimer por dois anos. É muito difícil, a gente se cansa mentalmente, a vida muda completamente. Eu vou comprar o livro porque é exatamente a história que eu tenho para contar também”, relatou.

Programação contínua

De acordo com a superintendente da Fundesj, Maria Helena Krüger, a proposta do primeiro Ciclo de Palestras 2026 foi ampliar a compreensão sobre essas condições e reforçar a importância do respeito, da empatia e da inclusão em todas as fases da vida. “O Ciclo de Palestras compreende encontros quinzenais, criando um espaço permanente de conversa, acolhimento e troca de experiências, fundamentais para a qualidade de vida na terceira idade”, destacou.

O Ciclo de Palestras 2026 integra o Programa Longevidade Ativa e contará com encontros quinzenais no Cati, sempre às sextas-feiras, abordando temas relacionados ao envelhecimento saudável, saúde mental e qualidade de vida.

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