Mudanças após a janela partidária
Com o encerramento, na última sexta-feira (3), da chamada janela partidária – período que antecede as eleições em que os parlamentares podem trocar de legenda sem risco de perder o mandato -, seis bancadas da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) passaram por modificações, com a chegada e/ou a saída de integrantes.
Um partido deixou de ter representação no Parlamento estadual.
Crescimento de bancadas
Entre as legendas com mais mudanças, está o Partido Liberal (PL).
A bancada ganhou quatro novos integrantes (Camilo Martins, Jair Miotto, Junior Cardoso e Marcos da Rosa).
No entanto, perdeu um membro: Nilso Berlanda, que migrou para o PSD.
Com isso, os liberais seguem com a maior bancada da Casa, passando de 11 para 14 cadeiras.
Outras bancadas que cresceram
O PSD, com Nilso Berlanda, também aumentou sua bancada, que passou de três para quatro parlamentares.
Quem também registrou crescimento na bancada foi o Republicanos.
O partido, que tinha um membro, passa a contar com dois integrantes, com a chegada de Lucas Neves, vindo do Podemos.
Redução de cadeiras em partidos
Outros três partidos registraram mudanças nas suas composições, com a redução no número de cadeiras na Alesc.
No União Brasil, dois deputados deixaram a legenda: Jair Miotto e Marcos da Rosa, transferidos para o PL.
O partido ganhou um integrante – Dr. Vicente Caropreso, vindo do PSDB – e passa a contar com dois componentes.
O Podemos também teve redução, com a saída de dois membros: Lucas Neves, que se transferiu para o Republicanos, e Camilo Martins, novo integrante do PL.
A bancada permanece com uma deputada.
A terceira bancada partidária perder cadeiras foi o PSDB, que ficou com um membro, com a saída de Dr. Vicente Caropreso para o União.
Partido deixa de ter representação
Um partido deixou de ter representação na Assembleia, o PRD, que tinha como filiado Junior Cardoso, transferido para o PL.
Bancadas sem alterações
As composições da bancadas do MDB, PT, PP, Novo, PDT e Psol não sofreram alterações durante a janela partidária.
Composição atual das bancadas
PL – 14 deputados
- Alex Brasil
- Ana Campagnolo
- Camilo Martins
- Carlos Humberto
- Ivan Naatz
- Jair Miotto
- Jessé Lopes
- Junior Cardoso
- Marcius Machado
- Marcos da Rosa
- Maurício Esludlark
- Maurício Peixer
- Oscar Gutz
- Sargento Lima
MDB – 6 deputados
- Antidio Lunelli
- Fernando Krelling
- Jerry Comper
- Mauro de Nadal
- Volnei Weber
- Tiago Zilli
PSD – 4 deputados
- Julio Garcia
- Mário Motta
- Napoleão Bernardes
- Nilso Berlanda
PT – 4 deputados
- Fabiano da Luz
- Luciane Carminatti
- Neodi Saretta
- Padre Pedro Baldissera
PP – 3 deputados
- Altair Silva
- José Milton Scheffer
- Pepê Collaço
Republicanos – 2 deputados
- Lucas Neves
- Sergio Motta
União Brasil – 2 deputados
- Dr. Vicente Caropreso
- Sérgio Guimarães
Novo – 1 deputado
- Matheus Cadorin
PDT – 1 deputado
- Rodrigo Minotto
Podemos – 1 deputada
- Paulinha
PSDB – 1 deputado
- Marcos Vieira
Psol – 1 deputado
- Marquito
Sérgio Guimarães fica no União Brasil
O deputado estadual Sérgio Guimarães (União) decidiu permanecer na sigla e disputar a reeleição à Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 2026. Apesar de ter sido convidado várias vezes pelo governador Jorginho Mello (PL) para migrar de partido, com ofertas consideradas difíceis de recusar, o parlamentar optou pela permanência. Guimarães agradeceu ao convite do governador. Ele também comunicou da decisão Bruno Mello que conduzia as conversar com o Sérgio.
A decisão reforça o posicionamento de Guimarães como uma das principais lideranças do União Brasil no Estado e consolida sua estratégia política para o próximo pleito. “Não gosto de ficar pulando de galho em galho”, disse.
O deputado aposta no capital político construído ao longo do mandato e na visibilidade de suas ações para ampliar o desempenho nas urnas.
Um dos fatores que pesou em sua decisão foi a base política no Estado. “Ajudei a construir esse partido, temos lideranças no Estado todo, se eu saísse eles iram ficar desamparados neste momento”, argumenta. Nos bastidores, a permanência é vista como gesto de lealdade ao partido que o elegeu em 2022.






