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Fórum Audiovisual de Natureza termina com apoio a projetos e debates com cineastas consagrados

O Fórum Audiovisual de Natureza é terceira iniciativa deste ano do Festival Planeta.Doc, que contou com seleção de filmes, Conferência em setembro

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O evento aconteceu no Passeio Sapiens durante dois dias e contou com mostra de cineastas no CIC até sábado. O Fórum Audiovisual de Natureza é terceira iniciativa deste ano do Festival Planeta.Doc, que contou com seleção de filmes, Conferência em setembro e encerra 2025 com evento em Florianópolis que reuniu realizadores, produtoras, canais de TV e de Streaming, cineastas e público interessado em trocas sobre cinema e produção. Oficinas também fizeram parte do Fórum, tratando de temas como uso de drones e fotografia cinematográfica.

Depois de dois dias de rodadas de negócios, apresentação de projetos em pitchings e oficinas sobre uso de drone, storytelling e fotografia cinematográfica, o II Fórum Audiovisual de Natureza encerrou com o debate entre os cineastas Jorge Bodanzky e Vincent Carelli, que apresentaram suas obras ao longo do evento. O Festival Planeta.Doc continua exibindo filmes até 31 de agosto de 2026, ampliando o acesso do público a filmes, debates e experiências formativas em diferentes espaços culturais e educacionais. Os filmes do Festival seguem disponíveis na plataforma streaming www.planetadoc.org, Planeta na escola (http://www.planetanaescola.com/) e presencial nas salas verdes do Brasil, no CIC e em cineclubes e espaços culturais em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

A expectativa é de que o Fórum, que está na segunda edição, seja entre para o calendário anual do Planeta.Doc. O evento se consolida como um espaço essencial para debate, formação profissional e apresentação de projetos (pitching), fortalecendo a conexão entre criadores, mercado e instituições que impulsionam conteúdos de impacto. Realizadores e representantes de canais sugeriram também que sejam criadas premiações para os projetos apresentados. 

“Encerramos este II Fórum Audiovisual de Natureza com profunda gratidão pela presença de todos os canais, produtoras, realizadores, instituições parceiras e profissionais que compartilharam seus olhares, trajetórias e compromissos ao longo destes dias”, observa Mônica Linhares, diretora do Planeta.Doc. De acordo com ela, a participação de todos esses profissionais reafirma a força do cinema socioambiental no Brasil e demonstra que, quando reunidos, a capacidade de transformar narrativas em ação é ampliada. 

Para o Fórum de 2025 foram 83 projetos selecionados, vindos de diferentes regiões do Brasil, mas principalmente de Santa Catarina, cada um trazendo vozes, territórios, urgências e imaginários que refletem a realidade contemporânea. “Esperamos que esses projetos sigam adiante, se consolidem, encontrem caminhos de produção e distribuição, e alcancem novos públicos. O Fórum existe justamente para isso: ser um espaço de encontro, de escuta e de fortalecimento das narrativas que revelam, confrontam e iluminam as questões socioambientais do nosso tempo”, pondera. 

Na abertura, o Fórum recebeu a masterclass do cineasta Jorge Bodanzky, intitulada “Meu cinema como estratégia política”, um destaque que reafirma a força do audiovisual como instrumento de transformação social e ambiental. Bodanzky, de 82 anos, falou de cinema, da obra que produz desde a década de 1970 e dos temas abordados na sua produção audiovisual. Vindo do jornalismo, o diretor contou que começou como cinegrafista para imprensa internacional durante a ditadura militar, quando também registrou por conta própria, em super 8, o cotidiano na Universidade de Brasília e, por 30 anos, entrevistas com pessoas que conviveram com ele nessa época sobre repressão, universidade, liberdade e outros temas. 

Conhecido por um cinema militante e inquieto, Bodanzky fez filmes sobre a Amazônia. A primeira obra lançada do cineasta foi “Iracema – uma transa amazônica”, sobre o impacto da rodovia transamazônica nas populações locais. O filme é de 1974 mas, proibido, foi lançado oficialmente apenas em 1981. Agora ele está lançando “Amazônia, a nova Minamata?”, que estreou no último sábado (6) na Globonews e no Canal Brasil. O filme trata da contaminação de mercúrio em terras indígenas na Amazônia brasileira por causa da extração de ouro.

O evento também ofereceu oficinas com Vincent Carelli, Marina Klink e André Dib, que revelaram novas perspectivas da natureza e das comunidades tradicionais, a força das imagens na preservação ambiental e a aplicação do storytelling que une prática audiovisual e transformação social. Nos encontros com Carelli e Bodanzky, ambos apresentaram os relevantes trabalhos que realizaram ao longo das mais de três décadas de produção, como “Vídeo nas aldeias”, de Carelli, precursor na produção audiovisual indígena no Brasil, iniciado em 1986 pelo cineasta.

Um ponto alto do Fórum foram os pitchings realizados nos dias do evento. Produtoras, canais de TV e de Streaming e distribuidoras assistiram à apresentação de diversos projetos por seus realizadores. São projetos de curta, longa, que envolvem animação e pesquisa, que estão em finalização ou buscando parcerias para realização. Cada projeto teve a oportunidade de apresentar o seu material e as suas ideias e também de negociar diretamente nas “rodas de negociação”, que são modelos de apresentação um a um, entre o realizador e o possível apoiador. 

Os resultados dependem do interesse de cada canal e das necessidades e fases de cada projeto. Alguns realizadores estavam num pitching pela primeira vez e usaram a experiência para encontrar outros produtores e para treinar a expertise de expor suas ideias e suas obras. Outros que já tinham os projetos finalizados foram em busca de distribuição, outro gargalo do mercado do audiovisual.

Mostra de cineastas no CIC

No Centro Integrado de Cultura (CIC), aconteceu a Mostra de Cineastas, com a exibição de produções dos principais realizadores que participaram do Fórum. A programação abriu com a exibição de “Ruivaldo, o homem que salvou a Terra”, de Jorge Bodanzky. Também foi exibido o filme “Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky”, longa que revisita imagens históricas da Amazônia e a trajetória do diretor, entre memórias pessoais e arquivos em Super 8. 

A Mostra também exibiu “Martírio”, de Vincent Carelli, obra monumental sobre a violência histórica contra o povo Guarani Kaiowá e a luta pela retomada de seus territórios no Centro-Oeste brasileiro, seguido da projeção de “As cores e amores de Lore”, longa de Jorge Bodanzky sobre a pintora alemã Eleonore Koch, única discípula de Volpi, em um encontro delicado entre arte, memória e maturidade afetiva.

O Festival de Cinema Planeta.Doc continua mesmo após a finalização do II Fórum Audiovisual de Natureza, com sessões de cinema acontecendo até 31 de agosto de 2026, ampliando o acesso do público a filmes, debates e experiências formativas nos formatos de streaming, pela plataforma Planeta na Escola, e presencial nas salas verdes localizadas em diferentes regiões do Brasil, com a sala de cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, bem como em cineclubes e espaços culturais. As exibições são feitas a partir da parceria entre Planeta.Doc e o Ministério do Meio Ambiente até 31 de agosto 2026. 

A proposta foi selecionada pelo Prêmio Catarinense de Cinema, Edição Especial Lei Paulo Gustavo 2023, executada com recursos do governo federal e lei Paulo Gustavo de emergência cultural, por meio da Fundação Catarinense de Cultura. O evento conta com apoio institucional da BRAVI (Brasil Audiovisual Independente), Instituto de Conteúdo Audiovisual Brasileiro (ICABI), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Andifes, UFSC, Secart, Experimenta 2025, Sala Verde da UFSC, Curso de Cinema da UFSC, Labcine UFSC, Neambi, TV UFSC, UDESC,IFSC, Unicamp, Fundação Certi, Sapiens Parque, Impetu Hub, Prefeitura Municipal de Florianópolis, Secretaria Municipal de Turismo, Floripa Destino & Região, Hurbana, Santacine, Cine Bunuel, Cineclube Groovy, Cineclube Rogério Sganzerla, Museu da Escola Catarinense, FICA, SINEP-SC, Círculo Artístico Teodora, Ecomoda, IELA Aliança Francesa, Fundação Badesc, Costão do Santinho, Hotel Interclass, Mercado São Jorge, entre outros parceiros e espaços culturais de Florianópolis. 

Serviço: Festival Planeta.Doc 

Onde: Salas Verdes e cineclubes
Quando: até 31 de agosto de 2026
Programação: https://planetadoc.com/programacao/ 

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