A temporada de verão 2026 em Florianópolis apresentou um cenário mais exigente para o turismo e para o mercado de locação por temporada. Após um ciclo excepcional em 2025 — considerado um dos melhores dos últimos anos, com resultados acima da média histórica — o comportamento do mercado mudou, com menor fluxo de turistas e decisões de reserva mais cautelosas, impactando a dinâmica de ocupação em diferentes segmentos da hospedagem.
Nesse contexto, operações estruturadas e orientadas por dados conseguiram reagir com mais agilidade às mudanças. Na Me2 Rentals, empresa catarinense especializada na gestão profissional de imóveis para short stay, a taxa média de ocupação entre 24 de dezembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026 foi de 86%, resultado que reflete a importância da estratégia na preservação da performance das unidades. “Qualquer comparação com 2025 tende a ser desafiadora, porque foi um ano fora da curva. Em 2026, o mercado exigiu mais atenção, leitura de cenário e rapidez na tomada de decisão”, explica o CEO, Eduardo Medeiros.
Antecipação foi chave para a performance
Segundo o executivo, a principal diferença esteve na capacidade de antecipação. A análise da curva de reservas e de dados das plataformas indicou ainda no início de novembro um ritmo abaixo do ano anterior, permitindo ajustes estratégicos antes do pico da temporada. “Não conseguimos controlar a demanda, mas conseguimos controlar a forma como reagimos a ela. Antecipar movimentos foi essencial para proteger a ocupação e a rentabilidade”, afirma.
A operação da Me2 combina tecnologia própria, com um robô de precificação que monitora variáveis como oferta, demanda, concorrência e eventos, e uma equipe especializada que acompanha e ajusta diariamente as estratégias. Essa combinação permite equilibrar ocupação e diária média mesmo em cenários mais voláteis.
Mercado mais competitivo exige operação profissional
O cenário também evidenciou uma diferença importante entre operações profissionalizadas e proprietários que administram seus imóveis de forma independente. Com um mercado mais competitivo e hóspedes mais sensíveis a preço e experiência, a necessidade de gestão ativa se tornou ainda mais relevante. “Durante muito tempo, a alta demanda ajudava a compensar decisões menos estratégicas. Hoje isso não acontece mais. O mercado ficou mais técnico e exige acompanhamento constante”, avalia Medeiros.
Para o CEO, contar com uma operação estruturada faz diferença direta no resultado do investidor. “A gestão profissional traz acesso a dados, tecnologia, equipe qualificada e uma visão estratégica do mercado. Isso permite tomar decisões mais rápidas e eficientes, reduzindo riscos e melhorando a performance do imóvel ao longo do tempo”, explica.
Mesmo diante de um cenário mais exigente, a Me2 manteve crescimento de aproximadamente 15% no período, impulsionado pela expansão do portfólio de unidades e pela gestão estratégica das reservas. A empresa também registrou indicadores consistentes, como estadia média de 5,8 dias e aumento gradual das reservas diretas, que já representam cerca de 10% do total.
Um novo momento para o short stay
Para Medeiros, o verão de 2026 marca um ponto de virada no setor. “Florianópolis continua sendo um destino extremamente forte. O que mudou foi o comportamento do mercado. A partir de agora, quem quiser ter bons resultados no short stay vai precisar tratar o imóvel como um ativo, com estratégia, tecnologia e gestão profissional”, conclui.






