Foi lançado oficialmente neste domingo (22), em Florianópolis, o Movimento Catarinense Pró-Cannabis Medicinal. A iniciativa tem, entre seus objetivos, garantir o acesso aos medicamentos pelo Poder Público com produção local. O grupo será liderado pela deputada estadual Paulinha (Podemos) – autora da Lei que prevê a distribuição pelo SUS – e por Pedro da Santa, presidente da ONG Santa Cannabis, que atende cerca de 8 mil famílias em Santa Catarina.
O encontro reuniu mais de 300 pessoas, grande parte formada por pacientes de associações de fibromialgia de diferentes cidades catarinenses, como Laguna, Tubarão, Balneário Camboriú, Lages e Chapecó. Também contou com a presença de autoridades, como a vereadora Carla Ayres (PT) e o ex-vereador Márcio de Souza, ambos de Florianópolis. Mas o principal momento foi o lançamento da pré-candidatura de Paulinha para deputada federal e de Pedro da Santa para deputado estadual. Os dois prometeram lutar pelos direitos dos pacientes nos âmbitos estadual e federal.
“Eu tô aqui pra dizer pra vocês que a gente cria o Movimento Estadual Pró-Cannabis Medicinal no partido que eu lidero, no Podemos, que abriu as portas para esse movimento. Por conta das pessoas, por conta das mães que foram pra justiça pra conseguir os remédios pros seus filhos, para suas mães, para suas avós, que a gente tá aqui hoje”, destacou Paulinha.
“E é por isso que esse movimento é verdadeiro. Ele não é um movimento político comum, mas é um movimento político necessário, de união de pessoas que acreditam no único propósito”, enfatizou Pedro da Santa.
O encontro também foi marcado por uma fala muito forte da paciente Giselli Cunha, presidente da associação Girassóis Fibromiálgicos Extremo Sul catarinense. Num momento de forte emoção, chegou a dizer que não tinha mais vontade de viver.
“Numa madrugada eu disse: vai ser a última vez. Eu não quero mais passar essa dor. Porque eu ia no hospital, não me atendiam. Na UPA não me atendiam. E a dor tava ali me matando. Mas essa medicação salvou a minha vida. E tem muitas aqui que também foram salvas pela cannabis.”
O Movimento vai agora em busca de assinaturas de pacientes, profissionais de saúde, advogados e demais apoiadores da causa. A meta é reunir 5 mil assinaturas. Para participar da iniciativa, a pessoa deverá responder a esse formulário.






