Todo dia, a força de trabalho de 525 garis de limpeza pública, distribuída em 50 módulos operacionais, cuida de mais de 200 quilômetros de vias e espaços públicos em Florianópolis. As equipes fazem varrição de praças, calçadões e vias de maior fluxo comercial e de serviços, manutenção de lixeiras públicas, roçagem, capinação e raspagem de canteiros, sarjetas e espaços livres.
Além desse contingente das bases e módulos da Comcap, 183 empregados concentram-se na base de apoio operacional Centro, na Almirante Lamego, para serviços de roçagem e capina mecânica e manual, lavação, limpeza de lixeiras, zeladoria de eventos e pintura de meio-fio. Ali também operam os setores de almoxarifado, manutenção predial, de máquinas e de equipamentos. Os empregados incluem efetivos e temporários da Comcap e estão a serviço da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Manutenção da Cidade.
Esse panorama da limpeza pública em Florianópolis será apresentado e discutido nesta quarta (10), às 14h, em oficina de revisão do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (Pmgirs), no Jardim Botânico de Florianópolis. De acordo com o secretário em exercício da Infraestrutura, o adjunto Nycholas Gonçalves do Nascimento, os maiores desafios para manter a cidade limpa estão relacionados ao descarte irregular ou inadequado de resíduos, especialmente volumosos, e à sazonalidade dos serviços.
Maior demanda no verão
No verão, aponta o secretário, a limpeza de 43 quilômetros de orla se torna diária nos principais balneários. Aumenta de quantidade de resíduos deixados nas praias, a vegetação indesejada em canteiros e vias cresce seis vezes mais e diminui a mobilidade das equipes.
Mais limpa é a menos suja
A população de Florianópolis cresceu um terço na última década, expandindo e adensando as áreas urbanas, então todos os esforços têm sido para mecanizar e modernizar os serviços e equipamentos para ampliar a área de cobertura dos serviços, observa o subsecretário de Limpeza Pública, Alcebíades Pinheiro, o Bida.
Mesmo áreas tradicionais, como o Centro da cidade, exigem maior frequência nos roteiros de limpeza, com até três repasses diários. “É certo que a cidade mais limpa é aquela que menos se suja. Estamos arrumando novas soluções, mas temos de estimular as pessoas a colaborar com a limpeza pública. Manter limpa a frente da sua casa e não deixar lixo na rua nem na praia são hábitos básicos do bom cidadão”, diz Bida.
Agenda das oficinas
A oficina sobre Limpeza Pública é a antepenúltima da série para revisão do Pmgirs, sendo que dia 17, ocorre a que discute sustentabilidade financeira do sistema de gestão de resíduos, e dia 1º de outubro, a última sobre novas tecnologias e metas de recuperação de resíduos recicláveis e compostáveis. A organização e coordenação é da Subsecretaria de Gestão de Resíduos, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.







