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Março Azul-Marinho: SC pode registrar cerca de 3.400 novos casos de câncer de intestino em 2026

De acordo com estimativa 2026–2028 do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor colorretal permanece entre os mais frequentes no país

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O mês de março marca a campanha Março Azul-Marinho, voltada à conscientização sobre o câncer de intestino (câncer colorretal), uma das neoplasias mais incidentes no Brasil. De acordo com estimativa 2026–2028 do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor colorretal permanece entre os mais frequentes no país, representando cerca de 10% dos novos casos de câncer no período.

Em Santa Catarina, o estudo aponta que o Estado poderá registrar aproximadamente 3.400 novos casos em 2026, somando homens e mulheres. A Região Sul, historicamente, apresenta algumas das maiores taxas proporcionais do país, reflexo do envelhecimento populacional e de fatores relacionados ao estilo de vida.

Alimentação rica em carnes processadas e ultraprocessados, baixo consumo de fibras, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e consumo frequente de álcool estão entre os principais fatores de risco associados ao aumento da incidência.

Com mais de 20 anos de experiência no combate ao câncer de intestino na capital, o médico Danton Corrêa, especialista em cirurgia oncológica e do aparelho digestivo, destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. “O câncer colorretal é, na maioria das vezes, silencioso. Muitas pessoas só procuram atendimento quando surgem sinais como sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal, dor abdominal persistente ou anemia. Quando esses sintomas aparecem, a doença pode já estar em estágio avançado”, alerta.

A colonoscopia é considerada a principal estratégia de rastreamento. “O exame permite identificar e remover pólipos antes que se tornem malignos, reduzindo em mais de 80% o risco de desenvolvimento da doença e aumentando significativamente as chances de cura quando o diagnóstico é precoce”, esclarece o médico.

A recomendação é que homens e mulheres iniciem o rastreamento a partir dos 45 anos. Pessoas com histórico familiar ou fatores de risco específicos devem realizar avaliação médica individualizada para possível antecipação dos exames.

No Março Azul-Marinho, o alerta é direto: em um estado que poderá registrar milhares de novos casos em 2026, informação, mudança de hábitos e exames preventivos são medidas concretas para reduzir o impacto do câncer de intestino e salvar vidas.

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