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Procon de São José aponta variação de até 126% nos preços de materiais escolares

Pesquisa em papelarias do município revela diferenças significativas em itens básicos e orienta consumidores a comparar antes de comprar

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O Procon de São José divulgou nesta quarta-feira (4) o resultado da pesquisa de preços de materiais escolares realizada em cinco papelarias do município. O levantamento identificou variações expressivas nos valores de produtos básicos, com diferenças que ultrapassam 100% entre o menor e o maior preço encontrado, reforçando a importância da pesquisa antes das compras de volta às aulas.

Entre os exemplos de maior disparidade está a cola em bastão de 10g, que foi encontrada por R$ 1,80 em um estabelecimento e chegou a R$ 20,00 em outro, uma variação aproximada de 1.011%. Já a cola em bastão de 20g apresentou preços entre R$ 2,70 e R$ 35,00, diferença superior a 1.100%. Outro item com grande oscilação foi a mochila de rodinhas, com valores entre R$ 115,00 e R$ 259,90, o que representa uma diferença de cerca de 126%.

Itens de uso cotidiano também chamaram a atenção. O estojo pequeno variou de R$ 9,00 a R$ 19,90 (diferença de aproximadamente 121%), enquanto o caderno universitário espiral de 10 matérias (160 folhas) apresentou preços entre R$ 22,00 e R$ 42,50, uma variação de cerca de 93%. Até produtos simples, como o apontador com um furo e sem depósito, oscilaram de R$ 1,00 a R$ 2,50, diferença de 150%.

De acordo com o diretor-executivo do Procon de São José, Tetê Souza, a pesquisa tem como objetivo auxiliar os consumidores a fazer escolhas mais conscientes. “Os dados mostram que pesquisar faz muita diferença no orçamento das famílias. Em alguns casos, o consumidor pode pagar mais do que o dobro pelo mesmo produto. A orientação é comparar preços, evitar compras por impulso e desconfiar de promoções que não informam claramente as condições”, destaca.

Tetê Souza também lembra que as escolas não podem exigir marcas específicas de materiais, salvo em situações devidamente justificadas. “A lista escolar deve conter apenas itens de uso coletivo e individual do aluno, sem impor marcas ou quantidades excessivas. Caso o consumidor identifique abusos ou irregularidades, pode procurar o Procon para registrar a reclamação”, orienta.

A pesquisa foi realizada em cinco das principais papelarias da cidade, considerando itens como cadernos, lápis, canetas, mochilas, colas, tintas, papéis e outros materiais escolares. A tabela completa com todos os preços pesquisados está disponível para consulta no Procon de São José.

O órgão reforça que o consumidor deve guardar notas fiscais, conferir se os preços exibidos nas prateleiras correspondem aos cobrados no caixa e denunciar práticas abusivas. Pesquisar e comparar preços continua sendo a principal forma de economizar na compra de materiais escolares.

O diretor reforça que denúncias podem ser feitas pelo WhatsApp do robô Sofia (48) 99679-1944, disponível 24h, ou presencialmente na sede do Procon de São José, Avenida Acioni Souza Filho, a Beira-Mar de São José, de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h20.

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