InícioADRIANO RIBEIROPSD vai escolher entre Topázio e João Rodrigues

PSD vai escolher entre Topázio e João Rodrigues

Diante da divisão interna entre o prefeito de Florianópolis, que vai apoiar a reeleição de Jorginho e a pré-candidatura ao Governo de João Rodrigues, a Executiva foi chamada para escolher o caminho partidário na semana que vem

spot_img

O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) chamou uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (13), em Chapecó e manteve seu posicionamento de deixar a candidatura ao governo e inclusive se desfiliar do PSD caso o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto não seja expulso do partido.

Diante da decisão do prefeito de Chapecó, o presidente estadual da sigla, Eron Giordani decidiu chamar a Executiva do PSD para uma reunião na segunda-feira (16), às 18 horas, em Florianópolis para decidir pela expulsão ou não do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, num movimento claro para tentar manter a pré-candidatura de João ao Governo.

João Rodrigues deixou claro que caso Topázio seja expulso do partido, mantém sua candidatura ao Governo, inclusive com lançamento dia 21 de março. “Nunca servi para ser covarde, não corro de uma boa luta”, disse João, conclamando aos filiados do PSD e inclusive às diretorias do MDB, PP e UB. “Mexeram com o grupo errado”, concluiu.

Crise via whatsapp

A crise no PSD veio depois de divergências internas dentro do próprio PSD, inclusive discussões que se tornaram públicas a partir do grupo de whatsapp do partido. Diante desse cenário está em aberto se Rodrigues renuncia em Chapecó e mantém a candidatura ao governo.

Caso Rodrigues abandone a candidatura, o PSD fica completamente sem rumo no Estado. A direção partidária fala que tem outros nomes que podem concorrer ao governo, como o presidente da Alesc, Julio Garcia, o ex-governador Raimundo Colombo e o deputado estadual, Napoleão Bernardes. Porém, o tempo é curto para se construir um projeto até a eleição.

Outro componente que atira contra um projeto do PSD é a crise de confiança que o partido abre caso não sustente um projeto que estava na mesa, inclusive com conversas com outros partidos. Recentemente partidos tradicionais como o MDB, PP e União Brasil  tiveram as portas de uma possível composição na chapa do governador Jorginho Mello literalmente fechadas e estudavam projetos, inclusive composição com Rodrigues. Agora, tudo entra em modo avaliação, inclusive não se descarta uma composição com o governador, apenas figurando na coligação sem nome na majoritária.

Rodrigues antecipou o pleito ao lançar-se candidato ao governo há mais de um ano. O projeto sempre teve dificuldade de se mostrar consistente dentro do próprio partido. Porém, a fragilidade maior foi exposta nesta semana. O estopim teria sido uma discussão acalorada no Grupo de Whatsapp do PSD, no momento em que o prefeito de Chapecó criticou o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por este ter afirmado que apoiaria a reeleição de Jorginho.

João Rodrigues teria se revoltado com a posição não alinhada de Topázio e subordinado a manutenção de sua pré-candidatura ao governo à expulsão de Topázio do partido. O movimento criou uma onda de discussão interna. Lembrando que outros membros do PSD também apoiam Jorginho, como Paulo Bornhausen, que está licenciado do PSD e inclusive ocupa uma secretaria no governo Jorginho.

Pois foi o pai de Paulinho, o próprio Jorge Bornhausen que anunciou nesta quinta-feira (12) o fim do projeto ao governo de João Rodrigues pelo PSD. Ele chamou uma coletiva com a imprensa e informou que esteve com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, onde decidiram que o prefeito de Chapecó não seria mais candidato ao governo pelo partido. Segundo Jorge, o partido tem outros nomes que podem disputar o governo.

Sem João, Jorginho mata no 1º turno

Caso ocorra a desistência de João Rodrigues de disputar o Governo, o governador Jorginho Mello (PL), que já liderava todos os cenários de pesquisas eleitorais, passa a ter uma avenida para lhe conduzir à reeleição. Isso porque sai do jogo seu principal oponente, o prefeito de Chapecó, que na recente pesquisa do Instituto Mapa já pontuava 15% das intenções de voto na estimulada e teria condições de subir no pleito, graças a sua força de comunicação.

Sem João Rodrigues, que aglutinava o movimento de oposição, partidos tradicionais como MDB, PSDB, União Brasil e PP, ficam sem pai nem mãe. Fragilizados, dificilmente lançarão um projeto para disputar o governo. Especialmente porque não têm nomes fortes e com projeto construído para tanto. Vai se criando o clima para uma chapa unindo a direita e o centro tendo à frente Jorginho Mello.

No campo de esquerda, segue a construção de um projeto tendo na cabeça de chapa o ex-deputado estadual, Gelson Merísio, pelo PSB, tendo como vice, Ângela Albino, pelo PC do B e ao Sendo Décio Lima. Nos últimos anos a eleição catarinense já teve uma forte federalização entre direita e esquerda, tanto que na eleição passada foram para o segundo turno Jorginho (PL) e Décio (PT). Nesse ano, ao que parece, só restará a polarização nacional para votar em Santa Catarina já no primeiro turno.

Cenário nacional

Especula-se nos bastidores da política que os fatos que se sucederam em Santa Catarina foram criados para ajustar a uma realidade que pode ser imposta a partir da política nacional. Pode ter um alinhamento entre da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) com a pré-candidatura de Ratinho Júnior (PSD), com este segundo compondo como vice na chapa.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que vai coordenar a campanha nacional do seu partido, se reuniu na quinta-feira, 12, com o governador Ratinho Junior (PSD) conversando para que ele seja o vice do também senador Flávio Bolsonaro (PL). Isso acontecendo, é claro que terá repercussão nos estados. Parece que Santa Catarina se adiantou a esse possível novo cenário, ou só estão o usando para dar a desculpa de recuo na candidatura de João Rodrigues, frente ao favoritismo de Jorginho.

spot_img
spot_img
ARTIGOS RELACIONADOS
Publicidadespot_img
Publicidadespot_img
spot_img

Últimas do Informe Floripa