O município de São José deu um importante passo na proteção à infância e adolescência ao lançar oficialmente, nesta quarta-feira (25), o Programa Família Acolhedora. A iniciativa integra a programação especial dos 276 anos da cidade e marca um avanço nas políticas públicas voltadas ao cuidado e à garantia de direitos.
O evento, que também sediou o 1º Encontro Municipal do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, reuniu autoridades do Judiciário, Ministério Público e rede de proteção, consolidando o serviço como uma estratégia essencial de acolhimento humanizado. A iniciativa é prevista na legislação municipal e no Estatuto da Criança e do Adolescente, garantindo proteção integral a crianças e adolescentes afastados temporariamente de suas famílias.
Emocionada, a secretária municipal de Assistência Social, Rita de Cássia Faversani, destacou o impacto do programa. “Hoje é um dia muito especial para São José. Estamos falando de cuidado, de olhar com sensibilidade para nossas crianças e adolescentes que precisam de proteção. O Família Acolhedora é mais do que uma política pública, é um ato de amor, de responsabilidade coletiva e de esperança para tantas vidas que precisam de um recomeço”, afirmou.
A psicóloga e coordenadora do serviço, Áquila Sonia da Silva, reforçou o caráter transformador da iniciativa. “O acolhimento não é adoção, é um gesto temporário que deixa marcas para a vida inteira. Quando uma família abre as portas, ela oferece afeto, segurança e a chance de reconstruir histórias”, destacou.
Representando o prefeito Orvino Coelho de Ávila, a procuradora-geral adjunta do município, Roberta Zilli, ressaltou a importância do programa. “Essa é uma política pública que fortalece a rede de proteção e demonstra o compromisso do município com o cuidado e a dignidade das nossas crianças e adolescentes”, disse.
A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cleidiamar Aparecida Furlanetto, também destacou a relevância da iniciativa. “Esse serviço representa um avanço significativo na garantia de direitos, pois prioriza o acolhimento em ambiente familiar, com respeito à convivência comunitária e ao desenvolvimento saudável dessas crianças e adolescentes”, afirmou.
Participaram ainda do evento a juíza de Direito Ana Cristina Borba Alves, convidada de honra; a promotora de Justiça da 4ª Promotoria de São José, Caroline Moreira Suzin; e a assistente social forense Carla de Barros Leiras Floriano, representando a Vara da Infância e Juventude.
O programa prevê acompanhamento contínuo por equipe técnica, formada por assistente social e psicólogo, além de suporte financeiro às famílias acolhedoras. Mais do que uma política pública, o serviço se consolida como um chamado à sociedade para acolher, proteger e transformar vidas.







