A Reforma Tributária não é mais um debate futuro, mas uma realidade que obriga as empresas brasileiras a reverem sua espinha dorsal. O processo de transição começa em 2026, com o fim efetivo do PIS e da Cofins previsto para 2027, quando darão lugar à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A reorganização mexe diretamente na formação de preços, no fluxo operacional e nos processos internos.
Para esclarecer o impacto prático dessa reorganização estrutural a Orsitec reuniu, nesta terça-feira (18), em São José, empresários e especialistas em um encontro técnico que deixou claro que o tempo para a adaptação é agora.
Reengenharia empresarial: “não é só mudar nomenclatura
Durante a celebração dos 44 anos da empresa, empresários, advogados e contadores acompanharam análises sobre a profundidade das mudanças trazidas pelo novo sistema. Para a consultora tributária Renata Schier, a reforma não deve ser vista como simples substituição de tributos — mas como uma virada estrutural que afeta diretamente a operação das empresas.
“A reforma não tem volta. Não é só mudar nomenclatura: é reorganizar empresas inteiras. Muda precificação, estrutura, posicionamento. O tributo por dentro acaba, entra o tributo por fora. Isso altera a leitura do preço, o comportamento do mercado e a forma como a empresa aparece”, afirmou.
Segundo ela, o período de transição exigirá revisão de governança, estratégia comercial, processos internos e relacionamento com cadeias de suprimentos.
Processo de adaptação deve ser imediato
O economista e analista de mercado da Orsitec, João Victor da Silva, destacou durante o evento que a Reforma Tributária ainda desperta dúvidas e exige que as empresas iniciem um processo imediato de adaptação. Segundo ele, a mudança na estrutura do sistema tributário terá reflexos diretos no ambiente de negócios e no funcionamento cotidiano das organizações.
“Nesta terça (18) estamos celebrando os 44 anos da Orsitec, mas também trazendo conhecimento para nossos colaboradores, parceiros e clientes. A reforma tributária ainda gera muitos questionamentos, muitas dúvidas de como vai funcionar, e a nossa missão hoje é explicar, de forma prática, como as empresas vão precisar se adaptar, como muda a lógica do sistema tributário brasileiro para ajudar nossos clientes neste período de transição, que será de muitas transformações na economia brasileira e no ambiente de negócios”, afirmou.
Ele reforçou que o objetivo da empresa é esclarecer as mudanças e apoiar empresários e profissionais durante este processo.
“Nosso propósito é levar informação clara e útil. Queremos ajudar a população e os empreendedores a entenderem como essas mudanças impactam o dia a dia e quais estratégias podem fazer a diferença nessa transição”, acrescentou João Victor.
Segurança jurídica e tecnologia no centro da adaptação
O painel final aprofundou os desafios de implementação. O advogado Ricardo Anderle explicou que a reforma não afeta apenas empresas — mas toda a lógica do sistema brasileiro.
“A reforma impacta todo o país. Afeta empresários e consumidores. Muda o modo como enxergamos o tributo e como o sistema funciona.”
Também participaram Rodrigo Schwartz, Nelson Füchter Filho (Fever) e Giliardi dos Santos (Orsegups), reforçando que tecnologia, atualização constante e estabilidade jurídica serão indispensáveis para atravessar o período de adaptação.
Orsitec reafirma compromisso com as empresas
Ao encerrar o encontro, a Orsitec reafirmou seu compromisso em apoiar empresas durante a implementação gradual da Reforma Tributária, oferecendo análises, capacitações e materiais de apoio para orientar decisões em um cenário de mudanças profundas.






