Fábio Botelho, chefe de Gabinete do prefeito Topázio Neto (PSD), obteve relevante vitória no âmbito judicial. A 12ª Promotoria Eleitoral da Capital não acatou denúncia do vereador Afrônio Boppré (PSOL), acusando Botelho de campanha antecipada com uso da máquina pública.
Assinou o indeferimento do pedido pela instauração de investigação o promotor de Justiça Affonso Ghizzo Neto. A representação foi feita no final do ano passado através da Ouvidoria noticiando supostas irregularidades envolvendo o uso indevido da máquina pública em benefício de Botelho, que é pré-candidato a deputado estadual, bem como eventual prática de campanha eleitoral antecipada.
Para embasar a denúncia, Boppré se apoiou em teor de discurso proferido pelo vereador Renato Geske (PSDB), que, em 4 de novembro do ano passado reclamou de forma enfática de um possível ‘esquema eleitoral’ montado na administração municipal para beneficiar o chefe de Gabinete. Geske teria citado fatos que decorriam de discriminação política, uma vez que não apoiava o pré-candidato do governo municipal.
O promotor entendeu que os fatos narrados na representação mostram-se frágeis e desprovidos de elementos de prova ou de informação mínima para o início de uma apuração. “Consiste em declarações verbais e vídeos de pronunciamentos na tribuna, sem documentos ou registros que demonstrem atos concretos de campanha ou utilização de recursos públicos para promoção pessoal”, destacou ao indeferir e arquivar a representação.






