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Atleta de Florianópolis é 1º lugar entre brasileiros na Copa do Mundo de Patinação Artística

Jovem é estudante da Escola Básica Municipal (EBM) Brigadeiro Eduardo Gomes, no Campeche

Na Copa do Mundo de Patinação Artística, em meio a 27 competidoras, a manezinha Manuela Assur Gonçalves Dezotti, 15 anos, se destacou em Trieste, na Itália. No velho continente ficou em 1º lugar entre brasileiros e em 15º no ranking geral da modalidade Livre. A disputa ocorreu entre os dias 17 e 26 de maio.

Até o evento, ela participou de diversas competições. Por cinco vezes, foi campeã estadual na modalidade Free Dance, e tetracampeã na modalidade Livre. Obteve dois vices no Campeonato Brasileiro em Free Dance Combinado Juvenil e Livre Internacional Infantil.

Atualmente na categoria Cadete (14 e 15 anos), Manu foi convocada em Abril para a primeira etapa da Copa do Mundo, em Brasília. Entre as 24 participantes, alcançou a 8ª posição no ranking geral Livre e novamente foi convocada, desta vez para a segunda etapa do torneio, na Europa. Já em Trieste, enquanto se preparava para seu novo desafio, compartilhou a impressão de competir em nível internacional: “Estar aqui é surreal. A cidade é linda e a atmosfera da competição é incrível”, ressaltou a atleta.

Moradora do Sul da Ilha e estudante da EBM Brigadeiro Eduardo Gomes, desde pequena Manu é apaixonada pela patinação. Em seu último ano no Núcleo de Educação Infantil Municipal Maria Nair da Silva, com apenas 5 anos de idade, descobriu no esporte um amor para toda a vida. “Comecei ainda criança e nunca mais parei. A sensação de deslizar sobre rodas me dá uma liberdade indescritível”, contou. As habilidades evoluíram ao longo do tempo, com novos saltos e giros sendo praticados. Após um ano, participou do seu primeiro campeonato: Dente de Leite.

Sabendo seu objetivo, sempre seguiu uma rotina rigorosa de treino somado a uma alimentação centrada na saúde e evolução física. O dia a dia árduo envolve desafios comuns entre atletas da modalidade, como dores, desgaste, o que muitas vezes pode acarretar em uma aposentadoria precoce. Com Manu não foi diferente. Embora continue em atividade, a jovem patinadora teve duas graves lesões ao longo da carreira: uma no tornozelo; outra no ombro, quando precisou ser afastada das pistas por cerca de um mês.

Os pais, que também são patinadores, sempre a apoiaram, porém os recursos são limitados. “Fazemos rifas, eventos e contamos com a ajuda de parentes e amigos para custear as viagens e competições”, explica Caroline Assur Gonçalves Dezotti, mãe de Manuela. Devido a carência de patrocinadores, apenas o técnico Alisson Gassen pôde acompanhá-la na viagem à Trieste. “Seria um sonho poder ter minha família aqui comigo, mas infelizmente não tivemos como arcar com todos os custos”, disse Manu.

A história de Manuela é um exemplo de talento e superação, mostrando que independentemente das dificuldades, é possível alcançar grandes feitos com muita persistência e dedicação aos seus objetivos e metas.

Um esporte, uma paixão, uma família

Os pais da pequena Manu estavam em busca de práticas saudáveis e desenvolvimento para a família, quando encontraram na patinação artística tudo o que procuravam. No embalo da filha, Carol começou a patinar com 36 anos, na categoria Master. Tempos depois, o pai de Manu, Gilson Amaro Dezotti, na época com 42 anos, ingressou no esporte.

Juntos somam diversas participações em torneios e um campeonato estadual conquistado na categoria Master em Duplas. A união entre eles os permitiu competir internacionalmente, na Copa Mercosul de Patinação Artística, na categoria Família. Entrosamento e sintonia rendeu-lhes as maiores notas nos quesitos figurino, coreografia e harmonia.

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