Quem conhece a Beira-Mar de São José vai começar a perceber a diferença. Aquele espaço tão conhecido por quem caminha, pratica exercícios ou simplesmente aproveita a paisagem está passando por uma transformação que vai muito além da estética.
A vegetação da área está sendo recuperada com o plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, principalmente plantas características de restinga. A ideia é devolver ao espaço uma vegetação mais adequada às condições naturais da região, sem comprometer a visibilidade de quem circula pelo local.
“É mais natureza, é mais vida e um espaço melhor para todos. Nós escolhemos espécies nativas da Mata Atlântica, principalmente de restinga, porque são plantas adaptadas a esse tipo de ecossistema. Estamos preparando o solo, fazendo a adubação e criando condições para que elas consigam se desenvolver bem”, explica Victor Muniz, da Supervisão de Educação Ambiental.
Ao longo do tempo, espécies exóticas invasoras ocuparam parte da área e acabaram modificando a característica original da vegetação. Agora, a proposta é fazer essa substituição de forma planejada, recuperando o ambiente e, ao mesmo tempo, mantendo a visibilidade.
O trabalho é realizado pela Fundação Municipal do Meio Ambiente, com a equipe do Horto Florestal. Além da escolha das mudas, os profissionais estão adotando cuidados para ajudar as plantas a enfrentarem as condições do local, como a ação constante dos ventos.
Para o superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente, Rubens Pereira Júnior, cuidar da vegetação também significa cuidar de quem utiliza a Beira-Mar. “Estamos recuperando uma área importante da cidade pensando no equilíbrio entre meio ambiente, paisagem e segurança. A vegetação precisa estar adequada ao espaço e permitir que as pessoas continuem tendo visibilidade e segurança durante a utilização da Beira-Mar”.
A bióloga Ana Paula Dores Ramos explica que a escolha das espécies é um dos pontos mais importantes do processo. “Não basta plantar qualquer espécie. É preciso entender o ambiente e escolher plantas que tenham condições de se desenvolver ali. As espécies de restinga são adaptadas ao vento, à proximidade com o mar e às características desse solo. Quando fazemos essa escolha corretamente, estamos contribuindo para uma recuperação ambiental mais eficiente e duradoura”.
A mudança ainda está começando, mas a expectativa é que, com o crescimento das mudas, o cenário fique cada vez mais verde e integrado à paisagem da Beira-Mar.
E quem passar por ali nos próximos meses vai poder acompanhar de perto essa transformação: um espaço que já faz parte da rotina de São José ganhando mais natureza, sem perder a paisagem e a segurança.









