Um dos casos de maior repercussão do trânsito catarinense voltará ao centro das atenções da Justiça constante evolução. Na terça-feira (23/6), 9h, será realizado o Tribunal do Júri que analisará a responsabilidade do servidor público Gladson Hoffmann da Silva no acidente ocorrido em maio de 2022, na Avenida Beira-Mar Norte, em Florianópolis.
O episódio resultou na morte de Maurício Lisboa, de 72 anos, e deixou ferida a esposa da vítima. Segundo a acusação, Gladson conduzia um Honda Civic em alta velocidade quando ocorreu a colisão.
A defesa de Gladson será conduzida pelo advogado criminalista Mathaus Agacci, que atua no caso desde a fase de instrução processual. Os defensores recorreram da decisão de pronúncia, sustentando que o processo não deveria ser submetido ao Tribunal do Júri. Apesar dos recursos apresentados, o julgamento foi mantido.
O caso teve desdobramentos distintos para os três investigados inicialmente apontados como participantes do suposto racha. Um dos acusados teve a ação penal trancada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto outro foi impronunciado pela Justiça catarinense e também obteve o encerramento definitivo do processo após decisão da Corte Superior.
Com isso, Gladson tornou-se o único réu a ser submetido ao Tribunal do Júri. Ele responderá pela acusação de homicídio qualificado em relação à morte de Maurício Lisboa e por tentativa de homicídio contra a esposa da vítima.
A expectativa é de que o julgamento mobilize atenção de operadores do Direito e da sociedade catarinense, especialmente diante das discussões jurídicas envolvendo a caracterização de homicídio doloso em acidentes de trânsito com suspeita de participação em rachas e disputas automobilísticas em vias urbanas.








