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Com o Programa Bairro Educador, o Carnaval da Capital terá a sua 1ª escola de samba mirim

Aproximadamente 500 crianças representando diferentes sedes do programa desfilarão na Passarela do Samba Nego Quirido

Criada em novembro de 2023, a Unidos pelo Bairro Educador (UBE) é oficialmente a primeira escola de samba mirim da Capital, e estreará no carnaval de Florianópolis durante o Desfile das Campeãs, terça-feira, 13.

Cerca de 500 estudantes do Programa Bairro Educador (PBE), com idade a partir de 7 anos, ensaiam desde o último ano visando o desfile. A escola terá 12 alas representando diferentes sedes do programa, localizadas nas comunidades do Monte Cristo, Morro da Mariquinha, Morro do Mocotó, Sambaqui, Ingleses, Rio Vermelho, Vila Aparecida, Monte Verde, Córrego Grande, Costeira, Campeche e Rio Tavares.

No dia do desfile os estudantes mostrarão samba no pé sob o enredo “Tudo é mais colorido no meu bairro, meu reino de fantasia!” – escrito pelo carnavalesco e oficineiro de Artes do Bairro Educador, Raphael Soares – que fala sobre a trajetória do programa e de seu positivo impacto para as comunidades, fazendo alusão a um reino de fantasia onde há alegria, diversidade e igualdade para todos.

O samba-enredo, por sua vez, de autoria dos compositores Conrado Laurindo e Marinei Gomes, promete levantar o público.

Enquanto o aguardado desfile não chega, as fantasias estão sendo confeccionadas pelos próprios estudantes em suas sedes, sob a orientação do carnavalesco e professor Raphael Soares, que tem passagem na GRES Beija-Flor de Nilópolis (RJ), e atualmente é responsável pela GRES Consulado.

O Programa Bairro Educador é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis, executado pelo Instituto Escola Cidadã.

CRIANÇAS COMO PROTAGONISTAS

No alto do Morro da Mariquinha, Vitor Hugo, 10 anos, cantarolava o refrão do samba-enredo “Entre becos e vielas encontrei o meu valor no Bairro Educador! Nesse castelo sou rei e ser feliz é a lei”, enquanto observava os ensaios dos colegas da comissão de frente. “Estou muito feliz! Será a minha primeira vez na avenida. Vou participar de um desfile de escola de samba, algo que eu só via na televisão”, afirma entusiasmado o garoto.

“Eu parabenizo o Programa Bairro Educador por criar esta escola de samba mirim, pois o carnaval é um bem cultural do Brasil. É muito legal levar as crianças para a avenida com autorização dos pais, para vivenciar o carnaval dentro em um dia especial, que é o Desfile das Campeãs. Quem sabe que daqui, no futuro, saia um sambista, um coreógrafo como eu, uma porta-bandeira ou mestre sala?”, indaga o professor e coreógrafo Alessandro de Freitas Machado.

Enquanto o coreógrafo fazia o prognóstico para o futuro, perto dali, em outro morro da Capital, desta vez, o do Mocotó, um grupo de estudantes juntamente com alguns integrantes da sede do Monte Cristo, se encontravam para mais uma rodada de ensaios da bateria sob a supervisão dos mestres Vinícius Costa e Richard Bittencourt, ambos professores da Oficina de Percussão do programa. Vinicius tem passagens por escolas de samba como Os Protegidos da Princesa, Copa Lord, dentre outras. Já Richard é atualmente diretor de bateria da Os Protegidos da Princesa.

Essa forma de construção de colocar a mão na massa com os estudantes como protagonistas, também é destacada pelo coreógrafo Léo, professor da Oficina de Dança do programa. Ele é o responsável pela comissão de frente da Escola de Samba Mirim, tendo como experiência o carnaval carioca, em especial na Imperatriz Leopoldinense.

OPORTUNIDADES PARA APRENDER

Para Bruno Becker, Coordenador Executivo do PBE e idealizador da escola de samba mirim, a iniciativa do programa tem uma importância singular no processo educacional e cultural como um todo. “Este projeto, além de valorizar o carnaval, que é uma das principais manifestações culturais do Brasil, ajuda a desenvolver novos talentos e também integrar as comunidades, já que envolve 12 regiões diferentes da Capital”, afirma.

“Na minha vida eu sempre quis entrar em uma bateria mesmo não tendo idade para isso. E hoje, essas crianças aqui do morro podem ter essa experiência que eu não tive, ou seja, ter a oportunidade de tocar em uma bateria de escola de samba e crescer musicalmente desde criança. Isso não tem preço”, destaca o mestre Vinicius Costa.

CARNAVAL COMO PEDAGOGIA PODEROSA

Graça Carneiro, arte-educadora e coordenadora cultural do Instituto Escola Cidadã, destaca que a pedagogia das escolas de samba é uma ferramenta poderosa para tornar cidadãos conscientes de suas ancestralidades e história.

Segundo ela, ao participar do desfile, os estudantes não apenas expressam seus talentos, mas exercitam valores de inclusão, respeito e orgulho de suas raízes culturais. “Espero que essa iniciativa fortaleça laços e promova, por meio da arte, também a integração das comunidades e de todos que participam celebrando com muita alegria este momento inesquecível de muito aprendizado”, finaliza Graça Carneiro.

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