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Saúde da Capital encerra 2025 com avanços históricos e rede fortalecida

Atendimento ampliado, obras em andamento e indicadores sociais favoráveis marcam o ano da saúde pública na Capital

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Florianópolis finaliza 2025 com indicadores positivos de saúde e uma rede municipal mais fortalecida, impulsionada pela consolidação do MultiHospital, que ampliou o acesso a exames, consultas e cirurgias e reduziu filas em especialidades estratégicas. Com 576.361 habitantes – e uma população flutuante que cresce até 30% no verão – a Capital registrou cerca de 4 milhões de atendimentos a 543 mil pessoas nos últimos 12 meses, reafirmando o SUS como porta de entrada e cuidado contínuo da população.

Na Atenção Primária, a cidade alcançou 100% de cobertura, com 405 mil pessoas atendidas no ano e 67% da população passou por consulta médica, de enfermagem ou odontológica nos últimos dois anos. A rede municipal também avançou em estrutura e pessoal, com a contratação de novos profissionais efetivos, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Por meio da Escola de Saúde Pública, foram cerca de 2.600 estudantes de graduação e 220 alunos de cursos técnicos que efetuaram estágios na rede, além dos quase 300 residentes que participam dos seis programas de residência oferecidos pela Secretaria Municipal de Saúde anualmente.

Neste ano, foram aplicadas 485.893 doses de vacinas – com destaque para a Influenza, que somou 191.626 aplicações e a entrega de medicamentos também foi intensificada, chegando a 1,3 milhão de unidades distribuídas até novembro. O monitoramento em saúde foi ampliado, com ações contínuas das Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária e Ambiental, incluindo o controle de arboviroses, vírus respiratórios, doenças diarreicas agudas e o combate ao Aedes aegypti, com a instalação de 1.200 armadilhas contra a dengue.

Nos centros de saúde, quase 30 unidades passaram por adaptações ou melhorias. Entre elas, está a reforma e ampliação do Centro de Saúde do Santinho, além do início das obras nas unidades da Agronômica, Morro das Pedras, Cachoeira do Bom Jesus, Fazenda do Rio Tavares e Ponta das Canas. Já as UPAs reduziram em até 50% o tempo para atendimento, mantendo-se dentro dos padrões de classificação de risco, uma constante desde 2023.

Um ano do MultiHospital

O primeiro equipamento de saúde municipal se consolidou como referência, com mais de 320 mil atendimentos, 257 mil exames realizados, 72 mil consultas e 3.500 cirurgias. O local ainda recebeu um tomógrafo, iniciou as cirurgias de catarata, varizes, laqueadura e vasectomia na rede municipal e fez a entrega de quase 20 mil óculos gratuitos à população.

As filas para exames foram zeradas para raio-x adulto e pediátrico, mamografia diagnóstica, reumatologia e colposcopia, além da redução de 50% na espera para os exames laboratoriais. Em relação às consultas, a diminuição das filas foi significativa em diversas especialidades, com destaque para a oftalmologia, que teve queda de até 90% nas consultas, seguida por reumatologia (82%) e endoscopia (80%). Já o Espaço Acolher Floripa completou um ano com mais de 4 mil atendimentos a pessoas em situação de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção.

O Alô Saúde Floripa seguiu como estratégia fundamental para ampliar o acesso ao cuidado e diminuir a sobrecarga nas unidades de saúde. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram 318.086 ligações atendidas e 117.554 teleconsultas médicas realizadas. Apenas 15% dos usuários precisaram buscar atendimento presencial nas 72 horas seguintes e 77% das demandas foram resolvidas de forma remota. Pelo segundo ano consecutivo durante a temporada de verão – entre 16 de dezembro e 27 de fevereiro, o serviço contará com atendimento bilíngue para turistas estrangeiros.

Indicadores positivos e conquistas inéditas

Os indicadores sociais da Análise de Saúde de 2025 trazem outros dados relevantes: o município tem uma das menores taxas de analfabetismo do país (1,4%), lidera entre as capitais no consumo de frutas e hortaliças e quase metade da população adulta (47%) pratica atividade física regularmente. A taxa de gravidez na adolescência segue em queda e chegou a 4,98%, abaixo das médias estadual e nacional e a Capital segue com um dos melhores indicadores do Brasil em relação a mortalidade infantil, registrando 6,25 óbitos por 1.000 nascidos vivos, a menor taxa entre as capitais brasileiras.

Entre os marcos de 2025 estão ainda a certificação inédita do Ministério da Saúde pela erradicação da transmissão vertical do HIV e da sífilis, a ampliação do atendimento odontológico para pessoas com necessidades especiais, a chegada de cinco novas ambulâncias para o SAMU, o primeiro curso de formação de cuidadores de idosos pelo SUS e a prescrição do retorno aos estudos como parte do cuidado em saúde.

“Encerramos o ano com indicadores sólidos e entregas concretas para a população, que nos mostram que investir em prevenção, tecnologia e Atenção Primária impactam diretamente a vida das pessoas. Sabemos que ainda há muito o que melhorar, mas conseguimos avançar reduzindo filas e mantendo o nível do atendimento mesmo com o crescimento da demanda, especialmente no verão’, destaca o secretário de saúde, Almir Gentil.

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