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Como promover uma convivência mais inclusiva com crianças no espectro autista

Especialista traz cinco maneiras de incluir crianças com TEA no convívio social e familiar

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No mês em que celebra a Conscientização do Autismo, especialistas reforçam a importância da informação e da empatia para avançar na inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A data chama atenção para a necessidade de ampliar o conhecimento sobre o tema e incentivar práticas que respeitem as diferenças.

Hiago Melo, psicólogo, doutor em Neurociências e Diretor Técnico-Científico da NeuroSteps, empresa brasileira que une ciência e tecnologia na gestão das terapias multidisciplinares, explica que o autismo tem ganhado maior visibilidade no Brasil nos últimos anos, impulsionado tanto pelo aumento dos diagnósticos quanto pelo avanço do debate sobre inclusão. Segundo ele, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico, indicam que cerca de 2,4 milhões de brasileiros têm diagnóstico de autismo. “O equivalente a aproximadamente 1,2% da população”, diz.

A prevalência é maior entre meninos e o diagnóstico pode ser realizado na primeira infância, por volta dos dois anos de idade. O índice do último censo compartilhado pelo IBGE sugere a prevalência de 1 em cada 38 crianças. O cenário se aproxima de países como os Estados Unidos, especialmente em regiões com maior acesso a serviços especializados.

Apesar disso, especialistas alertam para desafios persistentes, como o subdiagnóstico — mais frequente em regiões com menos recursos — o que indica que o número real de pessoas no espectro pode ser ainda maior.

Definição do TEA

Hiago explica que o TEA é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por diferenças na comunicação, na interação social e por padrões de comportamento repetitivos ou interesses específicos. Por se tratar de um espectro, pode se manifestar de diferentes formas, exigindo acompanhamento individualizado desde a infância.

Diante desse cenário, a convivência inclusiva com crianças autistas se torna um ponto central. “Além do conhecimento técnico, são necessárias adaptações no cotidiano e uma postura baseada em respeito e sensibilidade”, explica.

Neste Abril Azul, Mês Mundial de Conscientização do Autismo, o psicólogo, doutor em Neurociências e Diretor Técnico-Científico da NeuroSteps lista cinco maneiras de inserir crianças TEA no convívio social e familiar:

Respeitar a individualidade: cada criança apresenta características, habilidades e desafios próprios. Evitar comparações é essencial.

Manter rotinas estruturadas: a previsibilidade contribui para reduzir a ansiedade e aumentar a segurança no dia a dia.

Adaptar a comunicação: linguagem clara, objetiva e o uso de recursos visuais podem facilitar a compreensão. Também é importante respeitar o tempo de resposta.

Observar sensibilidades sensoriais: estímulos como barulho, luz e texturas podem causar desconforto e devem ser ajustados sempre que possível.

Estimular a socialização com respeito: a interação deve ocorrer de forma gradual, sem imposição, com valorização de pequenos avanços.

Somada a essas indicações, Hiago Melo explica que a inclusão de crianças autistas depende de ações cotidianas, tanto no ambiente familiar quanto escolar e social. Segundo ele, o aumento dos diagnósticos no país também reflete a crescente busca por intervenções intensivas.

De acordo com o especialista, a atuação desarticulada entre profissionais de diferentes áreas pode gerar inconsistências nos resultados do tratamento, dificultar a generalização das habilidades e sobrecarregar as famílias. “A recomendação internacional é a integração entre saúde, educação e família, com comunicação contínua e alinhamento de objetivos”.

Outro ponto considerado essencial é o envolvimento da família. De acordo com o psicólogo Hiago, a participação ativa dos responsáveis contribui significativamente para o desenvolvimento da criança, já que grande parte dos avanços ocorre fora dos ambientes clínicos.

“Quando orientadas, as famílias conseguem aplicar estratégias no cotidiano, favorecendo o desenvolvimento da comunicação funcional, da autonomia e das habilidades adaptativas, e essa parceria contribui para que os ganhos sejam sustentáveis e alinhados às demandas reais da vida diária”, afirma o especialista.

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